Faleceu a Dona Giselda Castro

Giselda Castro

Em 5/6/2007, a Assembléia Legislativa homenageou a D. Giselda e D. Hilda Zimmermann como ´pioneiras do ambientalismo gaúcho´. Foto (recortada) Marcos Eifler/Agência ALRS.

Aos 89 anos de idade, faleceu em Porto Alegre, a D. Giselda Escosteguy Castro. Defensora da militância feminina, destacou-se mundialmente ao levar aos financiadores dos grandes projetos brasileiros a preocupação com as questões ambientais e sociais. Juntamente com a D. Magda Renner, participou de eventos internacionais que discutiram a validade da atuação dos mecanismos de financiamento multilaterais para os projetos na Amazônia e em outros lugares da Terra. Militante da Ação Democrática Feminina Gaúcha – ADFG – encaminhou as modificações no estatuto para institucionalização no Brasil dos Amigos da Terra Internacional, via transformação da ADFG no Núcleo Amigos da Terra Brasil – NAT Brasil.

Lúcia Ortiz, Coordenadora-Executiva do NAT, está encaminhando à família e também aos Amigos da Terra Internacional, nota de condolência. Para Lúcia, perdeu-se a fundadora dos Amigos da Terra Brasil, companheira de lutas de Magda Renner e pioneira do movimento ecológico. Nos despedimos agradecidos por sua coragem e inspiração demonstrados em inúmeros momentos da militância.  Em manifestação à Zero Hora (edição desta segunda-feira, 5/3/2012), o jornalista Juarez Tosi, Coordenador do Núcleo de Ecojornalistas do RS, lembrou que o grupo em que Giselda participava foi fundamental para a preservação de áreas da cidade: – Eles eram fortes e conscientes. Giselda trabalhou pela defesa dos morros de Porto Alegre e da região de Itapuã, que transformou-se em parque.

Giselda recebeu o título de de “Cidadã de Porto Alegre”, concedido pela Câmara Municipal de Vereadores. Abaixo o texto do obituário, reproduzido da edição da Zero Hora.

  OBITUÁRIO

  • Estado perde uma pioneira da ecologia

    Defensora da ecologia, Giselda Escosteguy Castro morreu ontem em Porto Alegre, aos 89 anos, de causas naturais.

    Com um papel importante no desenvolvimento do movimento ecológico da década de 1970, trabalhou ao lado de José Lutzenberger, Magda Renner e Hilda Zimmermann.

    Nascida em Sant’Ana do Livramento, Giselda mudou-se para Capital logo depois de se casar, em 1950. Na década de 1970, começou a trabalhar em prol da causa ambiental. Foi uma das fundadoras da Ação Democrática Feminina Gaúcha (ADFG), que hoje é o Núcleo Amigos da Terra. Pioneira na luta pela proteção do ambiente, Giselda foi painelista da Rio-92 e uma das idealizadoras do projeto Guaíba Vive, da prefeitura de Porto Alegre.

    Para o coordenador do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul, Juarez Tosi, o grupo em que Giselda participava foi fundamental para a preservação de áreas da cidade:

    – Eles eram fortes e conscientes. Giselda trabalhou pela defesa dos morros de Porto Alegre e da região de Itapuã, que transformou-se em parque.

    Mãe de três filhos – Maria da Graça, João Ernesto (falecido) e Antonio –, tinha adoração pelos cinco netos: Cândida, Fábio, Luís Felipe, Débora e Ramiro. A missa de sétimo dia está marcada para o dia 11, às 17h no Mosteiro de São Damião (Rua Vicente da Fontoura, 498).

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