Movimentos Ambientalistas ocupam a reunião da CAPC clamando “Veta, Dilma!”

Movimentos Ambientalistas que participaram da Manifestação de repúdio às Mudanças no Código Florestal Brasileiro, em frente à Assembleia Legislativa do RS, dia 21.5.2012, ocuparam a reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo (CAPC),  com cartazes e denúncias contra o texto do Código Florestal que esta semana deve ser objeto de sanção ou veto da presidenta Dilma Rousseff.

O encontro entre o deputado federal Paulo Piau (PMDB/MG), parlamentares e representantes de entidades ligadas à produção primária foi promovido pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo (CAPC), em conjunto com a presidência da Assembleia Legislativa.  Para o presidente da Comissão de Agricultura, deputado Ernani Polo (PP), a presença do relator do Código foi essencial para o esclarecimento de dúvidas a aprofundamento dos reais pontos que constam no texto, ainda desconhecidos da maioria. Para os ecologistas foi uma afronta o Deputado Piau ter sido recebido num ambiente que possui o nome de um grande lutador social e como Adão Pretto, já que o relator do Código e seus apoiadores não deram ouvidos à grande maioria do Povo Brasileiro.

Veja mais fotos da Ocupação sob as lentes de Cesar Cardia, do Movimento em Defesa da Orla do Guaíba, e de Cíntia Barenho, do CEA – Centro de Estudos Ambientais de Pelotas/RS e no blog Porto Alegre Resiste.

O Jornal Online Sul21, em uma reportagem do jornalista Felipe Prestes, pautou o debate dando uma visão geral da reunião e registrando uma entrevista com Francisco Milanez.

“O presidente da Agapan, Francisco Milanez, rebateu em sua fala o discurso nacionalista dos deputados ruralistas, afirmando que a Agapan, mais antiga entidade ambientalista do país, nunca teve dinheiro estrangeiro e que também há interesse estrangeiro no novo Código Florestal, como das multinacionais do alimento. “O discurso do relator é de uma incoerência nunca antes vista. Há interesses exóticos ao Brasil na Amazônia da Cargill, por exemplo, que tem um porto em Santarém”.

Milanez afirmou que nossos antepassados não tiveram má-fé ao desmatarem áreas como topos de morro ou beiras de rio, mas que fizeram isto por ignorância. Hoje, com o conhecimento científico ele defendeu que é preciso aumentar as áreas de floresta, até mesmo para os interesses dos produtores. “Estamos perdendo mais, safra após safra, pela irregularidade climática”.”

Leia essa matéria na íntegra no SUL21.

1 comentário

  1. Lindo, lindo vocês, nós fizemos lindo. No mínimo o “deputado”estremeceu um pouco pensando no veto total. Ameaçou vetarem caso a Dilma faça isso. Mas sabemos que o povo tem força e quando faz bem feito é merecedor de respeito. Acho que a APEDEMA fez o seu papel de maneira brilhante!.

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