Econsciência e Macacos Urbanos defendem APA maior na Zona Sul da Capital

econscienciaO Instituto Econsciência, associada da APEDeMA/RS,  e o Programa Macacos Urbanos (UFRGS) defendem proposta técnica para a ampliação dos limites da Área de Proteção Ambiental apresentada pela SMAM.
 
A proposta de criação de uma APA para a região extremo sul da capital foi apresentada ao Fórum e Planejamento da Região 8 no aeroclube do Belém Novo, no dia 15 de agosto de 2013. Estiveram presentes cerca de 40 pessoas entre lideranças comunitárias da Região 8 de Porto Alegre, representantes de ONG ambientalistas, Servidores Públicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de POA e o presidente, Dr. Thiago, da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.
Inicialmente, a servidora Maria Carmem da SMAM apresentou a proposta da APA, após a Gestora da APA do Banhado Grande, Luisa Lokschin, caracterizou de maneira geral as APA e trouxe exemplos de gestão. Ao final a proposta do Instituto Econsciência foi apresentada pelo coordenador técnico da proposta, André Alonso.
Com o histórico de 20 anos de experiência em pesquisa e conservação do bugio-ruivo e ambientes naturais, membros dos Macacos Urbanos e Instituto Econsciência elegeram 5 critérios para delimitar a proposta da APA: Sub-bacias Hidrográficas, Áreas rurais , Áreas de Mata, Áreas de mata com bugio e Corredores Ecológicos.“Se a proposta da APA é conservar a biodiversidade e tornar Porto Alegre uma cidade sustentável, é necessário, no mínimo, levar em consideração os 5 critérios utilizados”, afirma André Alonso.
A proposta da APA da SMAM possui cerca de 5.000 hectares, protege parcialmente 6 sub-bacias hidrográficas e 9% dos arroios de Porto Alegre, enquanto a proposta alternativa tem cerca de 20.000 hectares, abrange 13 sub-bacias sendo 8 protegidas integralmente e 36% dos arroios de Poa protegidos.
A proposta da APA da SMAM protege 31,8% de matas da capital, apenas 7 fragmentos acima de 10 hectares e 11 corredores ecológicos, enquanto a proposta alternativa protege 71% das matas, 60 fragmentos acima de 10 hectares e 81 corredores ecológicos.
Outro fato importante a se destacar é que apenas 11% de área rural de POA está contemplada na proposta da SMAM enquanto 63% está incorporada na proposta alternativa.
Para Felipe Viana, diretor executivo do Instituto Econsciência, com os objetivos claros dessa APA gravados no decreto da lei de criação, teremos a garantia de manutenção das atividades atuais, que trazem inúmeros benefícios a área urbana. A implementação de uma APA na região é a opção mais adequada para se criar um Zoneamento detalhado da região que inclua, por exemplo, as zonas produção primária com foco na transição para agroecológica, as zonas prioritárias para conservação ambiental, zonas de ocupação urbana consolidada e passiveis de regularização fundiária, zona para habitações de interesse social, zona de uso indígena e as zonas de expansão urbana. A região já possui diversos estudos, prontos e em andamento como o GT Zona Sul, GT Zona Rural e o GT Corredores Ecológicos. Os resultados desses GT´s deverão nortear o Zoneamento da APA Paralelo a isso um plano de manejo participativo e um conselho deliberativo auxiliarão a gestão desse território. A região tem histórico na luta pela gestão territorial, mas as atuais políticas vêm atropelando as decisões locais e a cultura rural da região.
A proposta foi amplamente apoiada pelas lideranças comunitárias locais e representantes de entidades como Amigos da Terra,ONG Solideriedade, APEDEMA, Caminhos Rurais, IAB, Cinturão Verde de POA e o Forum da Macrozona 8. Dia 26 de agosto  a proposta será  apresentada ao secretário do meio ambiente e a Câmara Técnica de áreas naturais do Conselho Municipal do Meio Ambiente (COMAM).

 

 

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