“Jornalismo indígena para jornalistas não-indígenas” busca contribuir com a prática da imprensa

O Núcleo de Ecojornalistas (NEJ-RS) vai realizar o curso virtual “Jornalismo indígena para jornalistas não-indígenas” visando facilitar uma atualização da prática de jornalistas de redações e no currículo de graduandos em Jornalismo. O contexto é de reprodução pela imprensa tradicional de estereótipos e preconceitos, de restrição das pautas às denúncias referentes ao desmonte legal ou à violência, em vez de estender a cobertura aos demais acontecimentos, seja na terra indígena, na retomada ou no espaço onde se encontrarem os povos originários ou indígenas. Além disso, a escuta das fontes indígenas nas notícias não é tão frequente como a de autoridades e técnicos dos órgãos ambientais, de indigenistas, de pesquisadores, entre outras fontes relacionadas aos temas dos povos originários. Para tanto, este curso propõe a escuta e a interação com Francy BaniwaYago KaingangRaquel Paris e Tarisson Nawa. Os links nos nomes conduzem aos perfis em redes sociais desses jovens comunicadores.

O curso dos Ecojornalistas é apoiado pela Fundação Luterana de Diaconia (FLD) e coordenado pelas jornalistas Débora Gallas e Eliege Fante, associadas do NEJ. Será entre os dias 20 e 21 de junho de forma remota das 19h às 21h no canal do Youtube da EcoAgência. Quem deseja receber certificado, pode se inscrever por este link. Os aprendizados e conhecimentos gerados durante o curso vão ser aproveitados para a elaboração de um minimanual para jornalistas sobre a cobertura da pauta indígena.

A realização deste curso que aproxima jornalistas não-indígenas aos jornalistas indígenas também homenageia a resistência do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS) que completa 32 anos de fundação em 20 de junho. E confirma o vigor da prática jornalística cidadã, engajada e atenta aos temas mais relevantes da sociedade. Neste período, contribuiu de forma ininterrupta, apesar das adversidades, para a formação de centenas de jornalistas através de cursos sobre o aquecimento global e os desastres ambientais nos anos 1990, sobre aquecimento global e as mudanças climáticas nos anos 2000, e o uso de agrotóxicos e a mudança do clima nos anos 2010.

Além dos cursos, o NEJ realizou Terças Ecológicas mensais abertas ao público em geral, programas veiculados em diversas rádios, cobertura de grandes eventos como a Eco 92 e a Rio+20 para a EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais, produção de minimanuais para coberturas, entre outras realizações.  

Mais informações:

Texto da EcoAgência de Notícias

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