Arquivo da categoria: Agricultura

Abaixo-assinado contra agrotóxicos próximo ao Parque Delta do Jacuí

Diversas entidades ambientalistas e proteção aos direitos humanos, além de produtores rurais, estão divulgando abaixo-assinado contra a proposta da Secretaria Estadual do Meio Ambiente que deixa aberta a possibilidade de liberação da pulverização aérea de agrotóxicos na Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Jacuí, próximo à capital, Porto Alegre, no conjunto de ilhas situado em frente à cidade.

Assinam o abaixo-assinado, entre outras entidades, a AGAPAN – Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, AMA – Associação Amigos do Meio Ambiente de Guaíba, Instituto Preservar, INGá – Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais, Amigos da Terra Brasil, Acesso Cidadania e Direitos Humanos, Cooperativa Central dos Assentamentos do RS, Cooperativa de Produção Agropecuária de Tapes, Comissão da Produção Orgânica do Rio Grande do Sul, a Consulta Pública aberta pela SEMA – Secretaria Estadual do Meio Ambiente

No entender das entidades, a Consulta Pública aberta até o dia 7 de agosto de 2022 para receber propostas sobre o mapeamento de proibição de aplicação de agrotóxicos na Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Delta do Jacuí parece, a primeira vista, uma estratégia para legalizar a pulverização aérea na região da Área de Proteção Ambiental (APA), no entorno do Parque.

Leia a íntegra do manifesto e assine, se quiser, o abaixo-assinado aqui

Filme “Cordão Verde” será exibido na Feira dos Agricultores Ecologistas neste sábado, seguido de debate

A AGAPAN – Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural promove neste sábado (30/7/2022), às 10h, a exibição do filme “Cordão Verde”. Após a exibição, às 10h30min, haverá debate sobre os temas apresentados na produção brasileira-holandesa. O evento faz parte da série “Agapan Debate na Feira” e ocorrerá na Feira dos Agricultores Ecologistas / FAE, que acontece todos os sábados na primeira quadra da av. José Bonifácio, em Porto Alegre.

A produção relata a produção orgânica na Holanda e nos arredores de Porto Alegre, as feiras e o relacionamento com os consumidores.

Veja a entrevista sobre a produção que o diretor holandês, que vive em Porto Alegre, concedeu ao jornal Brasil de Fatolink.

Cinco Feiras Ecológicas de Porto Alegre vão realizar ações para melhor gestão dos resíduos residenciais

Com o objetivo de otimizar a gestão de resíduos sólidos domiciliares, cinco feiras ecológicas de Porto Alegre vão realizar diversas ações a serem lançadas durante a Semana da Compostagem que acontece de 1º a 7 de maio/2022. As iniciativas durarão um ano, pelo menos, com ações presenciais acontecendo simultaneamente nas feiras participantes.

O principal objetivo é sensibilizar os frequentadores destes espaços para a adoção de práticas em suas residências que otimizem a gestão dos resíduos sólidos domiciliares de modo a gerar trabalho e renda às famílias de catadores. Pretende-se aumentar a quantidade de material reaproveitado e incentivar a prática de composteiras urbanas, minimizando o impacto dos resíduos orgânicos. 

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Araucárias em rota de extinção são cortadas de forma criminosa e legal

Por Aldem Bourscheit, jornalista

  • Brechas em normativas e de fiscalização aumentam as chances de que a espécie desapareça das paisagens nacionais nas próximas cinco décadas.
  • Governos do Paraná e de Santa Catarina permitem o corte de pinheiros para abrir caminho a obras como estradas e linhas de transmissão; a derrubada de árvores nativas está proibida no Brasil desde 2001.
  • A extensão de florestas com araucária já encolheu 98%, de 182 mil km2 para 3,6 mil km2.

Marcadas para desaparecer nas próximas cinco décadas, as florestas com araucárias resistem em diminutas parcelas em relação ao que um dia ocuparam no país. Apesar da pindaíba, são eliminadas ilicitamente ou com aval de órgãos públicos. A legislação nacional traz meios para sua proteção e recuperação, contam especialistas.

A majestosa araucária (Araucaria angustifolia) é uma árvore natural de porções mais altas e frias das regiões Sul e Sudeste. Existe há 200 milhões de anos e pode chegar a 50 metros de altura, mesmo porte de uma castanheira amazônica. Desponta na chamada floresta ombrófila mista, uma das formações da Mata Atlântica, que abriga até mil espécies distintas de plantas e de animais.

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Entidades pedem retirada do regime de urgência de projeto que permite a venda no Rio Grande do Sul de agrotóxicos proibidos no país de origem

Mais Vida, menos veneno | Entidades enviam carta ao governador do RS

Ao lado de mais de 130 entidades, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) subscreve carta enviada ao governador do Estado do RS, Eduardo Leite, nesta segunda-feira (7). O documento, reproduzido na íntegra abaixo, pede a retirada do regime de urgência do Projeto de Lei (PL) 260/2020, que altera a Lei Estadual nº 7.747/82 e permite o cadastro, no RS, “de agrotóxicos obsoletos sem autorização de uso no país de origem”. As entidades representativas também demandam que seja aberto o debate, de forma ampla, com toda a população gaúcha, para que essa possa tomar consciência sobre a proposta e se posicionar a respeito do tema. 

Estão lidando com a nossa população com uma irresponsabilidade genocida“, afirma o presidente da Agapan, Francisco Milanez, diante do projeto que visa liberar mais venenos para o meio ambiente e para a mesa dos gaúchos. Ele lembra que a entidade, em conjunto com a sociedade gaúcha, lutou e conseguiu, há quase 40 anos, barrar a liberação desenfreada de agrotóxicos no RS. “Liberar agora é de uma irresponsabilidade criminal“, ressalta Milanez. Para ele, o governo não deve sucumbir às pressões e interesses que possam estar por traz do projeto. “Estamos falando da saúde da população e de doenças que estão se tornando verdadeiras epidemias, a exemplo de cânceres e autismo“, alerta. 

Confira a íntegra da carta:

Carta Aberta ao Governo do Estado do RS 

Mais Vida, menos veneno

Porto Alegre, 07 de dezembro de 2020

Excelentíssimo Senhor Governador Eduardo Leite,

O conjunto de entidades que subscrevem este requerimento, representantes de conselhos estaduais, frente parlamentar, fóruns, associações, entidades de classe, agricultores/as familiares, universidades, pesquisadores/as, especialistas, ambientalistas e movimentos sociais vêm expressar relevante preocupação em relação ao PL nº. 260/2020, que propõe a alteração da Lei Estadual nº 7.747/82, permitindo o cadastro, no RS, de agrotóxicos obsoletos sem autorização de uso no país de origem, e que tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

Por entendermos que a Lei Estadual nº 7.747/82, fruto de amplos e profundos estudos, pesquisas e debates com diversos setores sociais após grande desastre ambiental em decorrência de resíduos de agrotóxicos no rio Guaíba, é referência nacional, colocando o Rio Grande do Sul como pioneiro no controle, cadastro e procedimentos em relação aos agrotóxicos, a eventual aprovação do PL n. 260/2020 seria um enorme retrocesso ao estado, que já sofre com as consequências do uso excessivo de agrotóxicos, impactando diretamente na saúde, no meio ambiente e na qualidade e produção dos alimentos.

Cabe ressaltar que a proteção dos Direitos Humanos possui estreita relação com a dignidade humana e com o meio ambiente, dado que a degradação deste afeta diretamente a qualidade da vida humana. Da mesma forma, a Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê o Direito Humano à Alimentação Adequada. Em visita oficial ao Brasil no ano de 2019, o Relator Especial para Resíduos Tóxicos da Organização das Nações Unidas (ONU) destacou a necessidade de leis restritivas e o combate contra medidas de precarização normativa.

Ao ampliar as hipóteses de liberação de agrotóxicos, o Governo do Rio Grande do Sul atua em desacordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2, 3, 11 e 12, propostos pelas Organizações das Nações Unidas, do qual o Brasil é signatário, prejudicando a sustentabilidade e a resiliência dos sistemas alimentares em um cenário de pandemia, aumento da fome e intensificação de eventos climáticos extremos, falhando na adoção de medidas adequadas e suficientes para garantir a não-repetição de danos relacionados a resíduos tóxicos.

Outra preocupação é que o PL n. 260/2020 viola direta e materialmente a razão de ser do art. 253 da Constituição Estadual do Rio Grande do Sul, que veda a “produção, o transporte, a comercialização e o uso de medicamentos, biocidas, agrotóxicos ou produtos químicos e biológicos cujo emprego tenha sido comprovado como nocivo em qualquer parte do território nacional por razões toxicológicas, farmacológicas ou de degradação ambiental”. Da mesma forma, ao tramitar em regime de urgência, viola o Art.19 da Constituição Estadual do Rio Grande do Sul, que estabelece que o Estado deva observar o princípio da participação popular.

De acordo com a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Lei n. 11.346 de 2006), a segurança alimentar e nutricional sustentável abrange a conservação da biodiversidade e a utilização sustentável de recursos, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e ambiental.

Causa também surpresa essa proposta ser apresentada concomitantemente ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 221 que julgará se a Lei Estadual n. 7.747/82 foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988. 
Ainda, consideramos que não há justificativa para a tramitação em regime de urgência revogando uma lei vigente há cerca de quarenta anos no Estado do Rio Grande do Sul. Essa urgência suprime o necessário debate com a sociedade, que arcará com o ônus da alteração em flagrante deterioração da equidade intergeracional.

Portanto, respeitosamente, pugnamos pela imediata retirada do regime de urgência do PL N°. 260/2020, assim como, seja apresentado requerimento de retirada do projeto na sua íntegra pelo Governo Estadual, o qual altera a Lei Estadual nº 7.747 de 22 de dezembro de 1982, que dispõe sobre o controle de agrotóxicos e outros biocidas em nível estadual e dá outras providências.
Da mesma forma, demandamos que seja promovido amplo debate com a população gaúcha, garantindo a análise, em especial, do Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA), do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio Grande do Sul (CONSEA-RS), do Conselho Estadual de Saúde (CES-RS), do corpo técnico da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA), da Secretaria Estadual da Saúde (SES) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), bem como das universidades e das entidades de defesa do meio ambiente e da saúde.

Assinam:

  1. Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Rio Grande do Sul (CONSEA-RS);
  2. Conselho Estadual de Direitos Humanos do Rio Grande do Sul (CEDH-RS);
  3. Conselho Estadual de Saúde (CES-RS);
  4. Conselho Regional de Nutricionistas da 2ª Região (CRN2);
  5. Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa da Alimentação Saudável;
  6. Curso de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Saúde Coletiva/UFRGS);
  7. Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN);
  8. Fundação Luterana de Diaconia/ Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (FLD/CAPA);
  9. Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida;
  10. Associação Brasileira de Agroecologia (ABA);
  11. Articulação em Agroecologia do Vale do Rio Pardo (AAVRP);
  12. Articulação pela Preservação da integridade dos Seres e da Biodiversidade (APISBio);
  13. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST);
  14. Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA);
  15. Marcha Mundial das Mulheres (MMM);
  16. Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP);
  17. Fórum Justiça (FJ-RS);
  18. Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD);
  19. Cooperativa Mista de Trabalho Alternativa LTDA de Passo Fundo (COONALTER);
  20. Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente (MoGDeMA);
  21. Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica do Vale do Taquari (NEA-VT);
  22. Núcleo de Estudos em Agroecologia NEA Gaia Centro Sul;
  23. Feira Ecológica do Bom Fim;
  24. Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica de Viamão (EcoViamão);
  25. Cooperativa Central dos Assentados do Rio Grande do Sul (COCEARGS);
  26. Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS);
  27. Grupo de Consumidores Amigos da Feira Ecológica de Passo Fundo;
  28. Movimento Ciência Cidadã;
  29. Coletivo a Cidade que Queremos;
  30. Arranjo Produtivo Local do Vale do Jaguari;
  31. Frente Parlamentar dos Alimentos Tradicionais;
  32. Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Rio Grande do Sul (SINTERGS);
  33. Arranjo Produtivo Local de Agroindústrias e Alimentos do Vale do Rio Pardo;
  34. União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES);
  35. Articulação Mulheres em Agroecologia (AMA-RS);
  36. Conselho Estadual de Promoção dos Direitos LGBT;
  37. Conselho Estadual dos Povos de Terreiro – RS;
  38. Conselho Indigenista Missionário (CIMI-SUL);
  39. Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI);
  40. Instituto Kaingang (INKA);
  41. Federação Apícola do Rio Grande do Sul (FARGS);
  42. Associação dos Meliponicultores do Vale do Taquari;
  43. Fundação Gaia;
  44. Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE);
  45. Colegiado do Curso de Bacharelado em Agroecologia da UERGS;
  46. Associação dos Servidores da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (ASSEMA);
  47. Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo (CDHPF);
  48. Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH Brasil);
  49. Associação dos Servidores da FEPAM (ASFEPAM);
  50. Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente (APEDEMA/RS);
  51. Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (INGÁ);
  52. Centro de Estudos Ambientais;
  53. Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural;
  54. Movimento Roessler para Defesa Ambiental de Novo Hamburgo;
  55. Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas de Passo Fundo;
  56. União Pedritense de Proteção ao Ambiente Natural;
  57. União Protetora do Ambiente Natural (UPAN);
  58. Instituto MIRA-SERRA;
  59. Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA Guaíba);
  60. IGRÉ Associação Sócio-Ambientalista;
  61. União Pela Vida (UPV);
  62. Grupo de Trabalho Macrorregional Sobre Agrotóxicos, Saúde e Ambiente – Missões;
  63. Associação dos Enfermeiros do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (AEHCPA);
  64. Associação Ecobé;
  65. Comissão Intercampi de Agroecologia, Segurança Alimentar e Educação Ambiental do IFRS;
  66. Feira Ecológica do Menino Deus;
  67. Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica do IFRS Campus Restinga (NEAPO);
  68. Associação Mães e Pais Pela Democracia;
  69. Sindicato dos Bancários (SINDIBANCÁRIOS);
  70. Conselho Estadual dos Povos Indígenas do RS;
  71. Instituto Caminho do Meio;
  72. Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (FETRAF);
  73. Movimento dos Atingidos por Barragens;
  74. Sítio Verde Viver;
  75. Associação dos Agricultores Ecologistas Solidários do RS;
  76. Centro Ecológico;
  77. Rede de Orgânicos de Osório;
  78. Centro de Estudos Budista Bodisatva;
  79. Movimento Justiça e Direitos Humanos (MJDH);
  80. Articulação em Agroecologia do Vale do Taquari (AAVT);
  81. Observatório de Justiça Ecológica da Universidade Federal de Santa Catarina;
  82. Instituto Zen Maitreya;
  83. Zendo Diamante;
  84. Movimento Biomédico em Foco;
  85. Cooperativa Agroecológica Nacional Terra e Vida LTDA(Bionatur);
  86. Instituto Preservar;
  87. Associação Comunitária Recanto da Folha: Espaço Cultura da Terra e Biodinâmica;
  88. Associação dos Funcionários da Fundação Zoobotânica (AFFZB);
  89. Núcleo Amigos da Terra Brasil;
  90. Associação de Agricultores Ecológicos Conquista da Liberdade;
  91. Acesso Cidadania e Direitos Humanos;
  92. Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul (SINDSEPE/RS);
  93. Central Única dos Trabalhadores do Estado do Rio Grande do Sul (CUT-RS);
  94. Conselho de Feiras Ecológicas do Município de Porto Alegre (CFEMPOA);
  95. Feira Orgânica Rômulo Telles;
  96. Grupo de Pesquisa em Jornalismo Ambiental (UFRGS);
  97. Grupo de Pesquisa Tecnologia, Meio Ambiente e Sociedade (TEMAS/UFRGS);
  98. Associação dos Produtores Ecológicos de Dom Diogo (ASPEDD);
  99. Rede Ecovida de Agroecologia;
  100. Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular em Saúde (ANEPS/Região Sul);
  101. Conselho Regional de Psicologia do RS;
  102. Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB);
  103. Movimento Luta de Classes (MLC);
  104. Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa, Estudos Agrários, Urbanos e Sociais da Universidade Federal da Fronteira Sul;
  105. Associação dos Servidores de Ciências Agrárias do RS (ASSAGRA);
  106. Movimento de Mulheres Camponesas;
  107. Porto Alegre Poda;
  108. Grupo Temático de Educação Popular em Saúde da ABRASCO;
  109. Fórum de Defesa da Democracia Ambiental de Pelotas (FDAM);
  110. União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Saúde;
  111. Associação Gaúcha de Nutrição (AGAN);
  112. Associação dos Pequenos Produtores de Itati (APPI);
  113. Cooperativa de Produtores de Morango Ecológico (EcoMorango);
  114. Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul (SINDSEPE);
  115. Associação de Desenvolvimento Agrícola Intersetorial (ADAI);
  116. Comissão Pastoral da Terra (CPT);
  117. Unidade Popular pelo Socialismo (UP);
  118. Grupo de Pesquisa Observatório de Políticas e Ambientes da UERGS;
  119. Associação de Juristas Pela Democracia (AJURD);
  120. Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa;
  121. Grupo de Agricultura Ecológica GAE – UFPel;
  122. Projeto Comunitário AgroEcologia Urbana HortiFruti Escolar Tramandaí;
  123. Associação dos Juristas pela Democracia – Núcleo Planalto Médio;
  124. Cooperativa dos Produtores Orgânicos da Reforma Agrária de Viamão (COPERAVI);
  125. Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (COOTAP);
  126. Sindicato dos Servidores da Caixa Econômica Estadual do Rio Grande do Sul (SINDICAIXA);
  127. Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM);
  128. Associação dos Servidores do Ibama e Icmbio no RS (ASIBAMA/RS);
  129. Rede Metropolitana de Agroecologia (Rama);
  130. Via Zen – Associação Zen Budista do Rio Grande do Sul;
  131. Movimento de Mulheres Olga Benario;
  132. Federação de Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB;
  133. Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Tramandaí.

Fonte: AGAPAN – http://www.agapan.org.br

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Novo vídeo sobre Agricultura Regenerativa com José Lutzenberger, Sérgio Cabral e Nasser Youssef Nasr estréia quinta, 20h

O canal Lutz Global traz a público um episódio do programa “Projeto Arco-íris: o ambiente em debate”, veiculado pela extinta TV2 Guaíba em 1989, apresentado por Paulo Sérgio Pinto e produzido por Nelson Cardoso.

Nesse episódio, são entrevistados o ambientalista e engenheiro-agrônomo José Lutzenberger; Sérgio Cabral de Carvalho, engenheiro, ex-funcionário do BNDES e produtor rural, de Carangola, MG, e Nasser Youssef Nasr, engenheiro-agrônomo, responsável pelo projeto de agricultura orgânica em Cachoeiro de Itapemirim, ES – a horta pública municipal, conhecida como “Hortão”.

  • O programa vai ao ar no Canal Lutz Global, no YouTube, na quinta-feira, 3/12/2020, às 20h. E lá estará para os futuros visitantes. Link direto

Os convidados estavam em Porto Alegre após participarem do evento “Agrotóxicos na Mesa Redonda”, realizado na semana anterior ao programa, no Auditório do DAER.

No episódio, Nasr afirma, de acordo com sua experiência, que “a agricultura orgânica deixou de ser um mito”. Seus produtos orgânicos, isentos de qualquer produto químico, alimentavam as crianças das escolas públicas da cidade de Cachoeiro do Itapemirim. Seu trabalho no Hortão comprovava por sete anos consecutivos que a agricultura orgânica podia ser aplicada de forma eficaz. Ele trouxe alimentos para mostrar às pessoas no Rio Grande do Sul. A horta da prefeitura tinha 10 hectares, onde eram produzidos todo tipo de hortaliças e frutas tropicais – a estimativa de produção para aquele ano era de 180 toneladas para quatro hectares. Na área restante, três hectares eram ocupados com matas nativas preservadas e três hectares ainda estavam por cultivar na rotação de culturas.

Lutzenberger e Nasser, no programa Projeto Arco-Íris, na TV Guaíba, em 1989

Lutzenberger afirma que estava no processo de instalação do Rincão Gaia – os 30 hectares, em Pantano Grande, área a ser mantida pela Fundação Gaia. Ele o concebia como um centro cultural alternativo, com horta sem venenos, o pomar estava sendo plantado, além de um jardim botânico e área para gado leiteiro. Para ele, o Rincão seria um centro de demonstração da agricultura regenerativa. Explicou que quando ela surgiu na Europa, era chamada de “agricultura biológica”, expressão que “não considerava boa, pois tudo é biológico – o próprio DDT também é uma substância orgânica”. A outra opção, lembrou Lutzenberger, era chamar de “alternativa”, “mas agricultura alternativa não quer dizer que seja melhor; só quer dizer que é diferente”. Já “a Agricultura Regenerativa agia produzindo e melhorando o solo – a agricultura convencional produz deteriorando o solo“, afirmou.

Quanto mais eles produzem, melhor o mundo fica”. Assim Lutz definia o trabalho dos dois jovens produtores orgânicos, que atuavam numa “agricultura regenerativa; nós precisamos de uma agricultura que regenera a vida, os ambientes e a saúde”.

Sérgio Cabral afirma que produzia provavelmente o leite mais sadio de Minas Gerais – sua atuação era concebida como agropecuária regenerativa. Na pecuária convencional, era comum o uso generalizado de agrotóxico, assim como antibióticos, no gado leiteiro.

A produção de Cabral chegava a 1000 litros de leite por dia. Ele conta que eliminou o uso de venenos no gado, por meio de técnicas naturais, como, por exemplo, dar folha de bananeira para os bezerros comerem.

Outra técnica mencionada por Cabral foi o plantio consorciado – milho junto com feijão de porco – pois melhora o terreno e aumenta a produção de milho, de 10 a 20%. Dessa forma, não é necessário aplicar adubo orgânico e o milho não é atacado por lagartas nem caruncho. Efeito de proteção ao milho.

Vegetação nativa – Nasser salienta a importância da vegetação nativa para controlar os insetos, evitando as pulverizações de agrotóxicos. Conseguia 1600 frutos por pé de laranja, só usando adubação orgânica.

No final, Lutzenberger salienta que “os dois jovens provam algo muito importante. A indústria química dos agrotóxicos vive dizendo que, se nós abandonarmos os venenos na agricultura, a humanidade passará fome, porque vai diminuir a produtividade. Isso é uma grande mentira. Justamente a agricultura biológica, ou melhor, regenerativa, significa menos custos com mais produção e mais qualidade de produção, mais qualidade alimentícia, portanto, o agricultor vai entregar a nós consumidores um alimento mais são, mas ele vai ganhar mais, nós teremos uma sociedade mais justa, esse que é o aspecto fundamental, e somente com esses métodos nós poderemos marchar para um futuro são para os nossos filhos. Porque o caminho que a agricultura trilha hoje é um caminho suicida, que precisa ser abandonado o mais rapidamente possível. Aqui nós temos dois exemplos de uma agricultura diferente, de uma agricultura que tem futuro, a única que tem futuro”.

Créditos:

  • Este trabalho faz parte do projeto de pesquisa “Lutzenberger Global: Um mediador entre o ambientalismo brasileiro e global (Déc. 1980-1990)”, que contou com apoio do CNPq.
  • Para saber mais sobre José Lutzenberger e nosso projeto de pesquisa: http://lutzglobal.com.br
  • Este vídeo foi cedido em DVD pela jornalista Lilian Dreyer ao Lutz Global
  • Trabalho de arquivo e transcrição da Vidicom.
  • Edição do áudio: Ormando M. Neto
  • Conversão do DVD em arquivo MP4 e edição no YouTube: Elenita Malta Pereira

Texto de divulgação adaptado pelo AgirAzul.com

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Feiras Ecológicas da Redenção, em Porto Alegre, retomam Sábado Sem Sacola Plástica

Não haverá entrega de embalagens nos dias 24 e 31 de outubro na Avenida José Bonifácio e no dia 28 no Menino Deus. Ações integram Semana Lixo Zero em Porto Alegre

Depois de sete meses de flexibilização quanto à distribuição de sacolinhas plásticas, por orientação de órgãos ligados ao poder público municipal, as Feiras Ecológicas da Redenção retomam no dia 24 a campanha Sábado Sem Sacola Plástica.

A decisão foi motivada pela proximidade da Semana Lixo Zero, que ocorre anualmente em outubro. Será repetida a parceria realizada em 2019 com a Lixo Zero Porto Alegre e o Instituto Lixo Zero Brasil. Também por conta da comprovação científica da maior segurança no uso de sacolas retornáveis em relação às embalagens plásticas. Além disso, pesquisas internas apontaram que mais 90% dos frequentadores querem a volta da iniciativa.

A Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE) e a Feira Ecológica do Bom Fim (FEBF) entram assim na terceira fase da ação. Desde maio do ano passado, ambas vêm realizando o projeto em parceria. Primeiro, as 138 bancas deixaram de distribuir as embalagens no último sábado de cada mês. E, de janeiro a março deste ano, a ação foi estendida para todos os finais de semana de feiras.

Antes da campanha, as 138 bancas das feiras distribuiam mais de 2 milhões de sacolas plásticas por ano. Um impacto ambiental gigantesco nesse que é o maior espaço de vendas de orgânicos a céu aberto da América Latina.

Quem for pego de surpresa poderá comprar sacolas retornáveis nas feiras, que terão bancas específicas de comercialização de bolsas retornáveis produzidas por grupos de mulheres da economia solidária e de artesãs que fazem reaproveitamento de tecidos e outros materiais.

NOVIDADE – FEIRA ECOLÓGICA DO MENINO DEUS

A novidade deste ano é a adesão Feira Ecológica do Menino Deus (FEMD) à Semana Lixo Zero. A edição de quarta-feira (28) será temática ao Dia D Sem Sacola Plástica, promovido pela Lixo Zero Porto Alegre e que ocorre pela primeira vez na Capital, momento no qual a comunidade será convidada a recusar as sacolinhas no comércio em geral. A FEMD também aproveitará a data para marcar o início do processo de retirada definitiva das sacolinhas da feira. A Feira Ecológica do Menino Deus tem edições nas quartas e sábados e fica no pátio da Sec. de Agricultura RS (Av. Getúlio Vargas, 1384).

LINHA DO TEMPO

:: Entre agosto de 2018 e abril de 2019, a Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE) realizou uma campanha de conscientização, fazendo sorteios mensais de cestas orgânicas aos consumidores que já levavam sua sacola retornável.

:: A campanha Sábado sem Sacola Plástica, que iniciou em 25 de maio de 2019, desta vez em parceria entre FAE e FEBF – primeira e segunda quadras – foi motivada pelo fato de que as 138 bancas que integram as Feiras Ecológicas da Redenção estavam entregando, em média, 265 sacolas por box a cada sábado, representando 36,5 mil sacolas por feira, somando cerca de 2 milhões de sacolas ao ano.

:: As duas unidades de feira fecharam 2019 tendo deixado de distribuir 328 mil sacolas, contabilizando o mês de outubro, que teve duas edições por conta da Semana Lixo Zero.

:: De janeiro a março deste ano, foram 13 sábados de ação. Foram 474,5 mil sacolas plásticas que os feirantes deixaram de distribuir. Por orientação do Centro Agrícola Demonstrativo (CAD) – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) – da prefeitura de Porto Alegre, as sacolas plásticas voltaram a ser distribuídas na primeira semana de abril.

:: Entre os cerca de 11 mil frequentadores por final de semana, 80% do público já leva suas sacolas de casa.

:: Em outubro de 2020, a Feira Ecológica do Menino Deus inicia sua caminhada de retirada das sacolas plásticas.

A SABER

:: Pesquisa deste ano publicada pelo “New England Journal of Medicine” aponta que o novo coronavírus pode resistir por até três dias em superfícies como plástico.

:: Ao levar uma sacola reutilizável de casa, a manipulação por outras pessoas diminui drasticamente ou pode ser totalmente evitada. Após seu uso, devem ser higienizadas. (Fonte: Segmento de embalagens médicas da DuPont)

IMPACTO DA SACOLA PLÁSTICA NA NATUREZA

:: As sacolas plásticas, resultantes de resinas derivadas do petróleo, combustível fóssil não renovável, ficam centenas de anos na natureza.

:: 1,5 bilhão delas são consumidas no mundo por dia.

:: 1,5 milhão de sacolinhas são distribuídas por hora no Brasil.

:: As sacolas plásticas invadiram o mercado na década de 70. Como o material pode levar até 400 anos para se decompor, todas as embalagens produzidas até hoje ainda estão no meio ambiente, mesmo que decompostas em microplásticos.

:: Em 30 anos, pode haver mais plásticos que peixes nos oceanos se nenhuma atitude for tomada.

Lançada reportagem sobre a festa dos 25 anos da Feira Ecológica do Menino Deus

Está no YouTube deste esta terça-feira (28/7/2020) o vídeo-reportagem sobre a festa dos 25 anos da Feira Ecológica do Menino Deus, criada pela Cooperativa Ecológica Coolmeia como Feira da Cultura Ecológica. A produção e direção é de Eduardo Canto e conta com a participação dos produtores, consumidores e representantes do poder público celebrando a data, transcorrida em 5/6/2019.

A festa dos 25 anos , retratada na reportagem, costura uma narrativa colorida pelos produtos orgânicos e por um dos maiores atrativos da feira: a relação entre consumidores e produtores, remetendo à pureza da vida no campo em pleno coração de um dos bairros mais tradicionais de Porto Alegre.

A produtora agroecológica Regina Moura fala representantes do poder público e grande número de consumidores durante a festa dos 25 anos (frame do vídeo)

O evento reuniu Covatti Filho, secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, que assinou no evento o ato de cessão do espaço para a Feira por mais um ano, o deputado estadual Edgar Pretto, a secretária estadual do Trabalho e Assistência Social Regina Becker, entre outros representantes do poder público, a jornalista Laura Medina, como consumidora, e a representação dos produtores que participam da Feira, entre os quais alguns que estão lá desde o início.  Foram entrevistados também Laércio Meirelles, Agrônomo e coordenador do Centro Ecológico, a jornalista Silvia Marcuzzo, o consultor Anselmo Kanaan Costa, entre outros.

Matéria do jornal Oi Menino Deus (já não existe mais) – reportagem que Silvia Marcuzzo fez quando a Feira completava um ano, em 1995. (Frame do vídeo)

No dia da Festa estiveram presentes professores e estudantes da UFRGS, PUCRS, Colégio Santo Inácio,  Colégio Nova Sociedade e Escola Waldorf Querência.

O diretor Eduardo Canto deixa que os protagonistas – produtores dedicados e consumidores conscientes – respondam e contem a história de sucesso da Feira do Menino Deus na transformação de hábitos e na utilização de um espaço público verde, com segurança e infraestrutura, pela comunidade.

Um visual da Feira Ecológica do Menino Deus (frame do vídeo)

Em um passado tão recente e ao mesmo tempo tão distante, quando o uso obrigatório de máscaras e a ideia de distanciamento social que vivemos hoje seriam considerados parte de uma distopia, os sorrisos abertos e abraços apertados registrados no filme nos dão uma dimensão um pouco maior das grandes mudanças que estamos enfrentando.

Todo o trabalho foi realizado antes da atual pandemia do Coronavirus. As feiras continuam acontecendo, mas com as bancas bem separadas e cuidados indicados pelo setor de Saúde do Estado e Município de Porto Alegre.

A Feira foi criada pela Coolmeia em 1994, alguns anos depois da criação da pioneira, a Feira dos Agricultores Ecologistas / FAE, na av. José Bonifácio, também em Porto Alegre. A Coolmeia foi fundada em 1978 e não existe mais – quem quiser colaborar com um grupo que está resgatando a sua história pode acessar www.coolmeia.com.br e participar do esforço coletivo de mostrar o que foi a Cooperativa às novas gerações.

Participam atualmente da Feira as seguintes associações e grupos, entre outros: Adir e Cladir, AESBA, AGE, Angelo, Antoninho, APEJ, APESC, ACERT, ACERTEM, ACONFERS e Associação Agroecológica, APEMSUL, Companheiros da Natureza, Autocuidado Consciente, Banca do Bolicho, Clarissa, COCEARGS, AECIA, Cooperativa Pão da Terra, ECOCERT, ECOVIDA, Família Belmonte, Família Cibulski, Família Diehl, Família Hattori, Família Moura, Família Pauletti, Família Stefanoski, Grupo Agricultura Biodinâmica, Grupo Agromel, Grupo Alquimia Alimentos Integrais, Grupo Amigos da Terra, Grupo Clarito, Grupo Coelho, Grupo Hayashi Cogumelos, Grupo Natureza Pura, Grupo NovoCitrus, Grupo Parisoto, Grupo Portal da Terra, Grupo Raízes de Três Coroas, Grupo Sativa Orgânicos, Grupo Terra Amor, Índios Guaranis, Índios Kayngang, Maria Litoral, Paulinho Abacaxi, RAMA, Rubsom, Sandino e Olair, Shiatsu Marcos Devanir dos Santos e Villa Verde Orgânicos.

Ficha Técnica

  • Direção, fotografia e montagem – Eduardo Canto
  • Produção – Eduardo Canto e Ilana Machado
  • Câmera de Palco – Marcelo Bacana
  • Drone – Ricardo Hattori
  • Duração: 24 minutos.
  • Link para o Vídeo 25 Anos da Feira do Menino Deus: A Cidade Encontra O Campo
  • Localização da Feira Ecológica do Menino Deus em Porto Alegre –  Mapa do Google

    Texto editado e complementado a partir de divulgação do vídeo pela redação do AgirAzul.com

 

 

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Caso Samarco: Justiça mantém proibição da pesca na foz do rio Doce

Interdição continua valendo da Barra do Riacho, em Aracruz, até Degredo/Ipiranguinha, em Linhares, litoral norte do Espírito Santo

A Justiça Federal no Espírito Santo indeferiu o pedido da mineradora Samarco e manteve a proibição, por tempo indeterminado, da pesca de qualquer natureza, salvo a destinada à pesquisa científica, na região da foz do Rio Doce, entre a Barra do Riacho, em Aracruz, até Degredo/Ipiranguinha, em Linhares, litoral norte do Espírito Santo.

A ação, movida pelo Ministério Público Federal em fevereiro de 2016, destaca que a pesca na região impactada pelos rejeitos do desastre socioambiental causado pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), pode aumentar os danos ao meio ambiente, trazer riscos à saúde da população e à sobrevivência da vida marinha.

Na decisão, a Justiça considerou que, “ao contrário do argumento de base invocado pela Samarco, não se extrai dessa manifestação oficial da Anvisa (Nota Técnica Anvisa n. 8/2019) uma afirmação categórica quanto à segurança do consumo de peixes e crustáceos capturados na foz do Rio Doce e região costeira adjacente, depois de a área ter sido atingida pelos rejeitos da barragem de Fundão”.

A Justiça destacou, ainda, que a fiscalização quanto ao cumprimento da medida de interdição da pesca decretada, ainda provisoriamente, cabe ao Ibama, ao ICMBio e ao Iema, nos termos de suas respectivas atribuições.

Processo nº 0002571-13.2016.4.02.5004.

Leia mais:

Fonte: MPF/ES

Mira-Serra impede na Justiça a destruição de nascentes no Município de Alto Feliz, RS

A Juíza de Direito Marisa Gatelli, da Vara Judicial de Feliz, Rio Grande do Sul, deferiu nesta sexta-feira, dia 5/6/2020, a liminar solicitada pelo Instituto Mira-Serra para suspender a ampliação de uma rua pelo Município de Alto Feliz/RS em área de preservação permanente com mata atlântica e quatro nascentes.

O Município de Alto Feliz pretendia alargar e pavimentar a rua Albino Jotz, diretamente em área de preservação permanente. Já possuía um mandado de imissão de posse em desapropriação e havia concluído o processo de licitação. No entanto, o Mira Serra verificou que não havia estudo de impacto ambiental e que foram omitidas as nascentes existentes na área desapropriada; por isso a urgência da medida, uma ação cautelar que antecederá uma Ação Civil Pública, ajuizada no final da tarde da quarta-feira, 03/06.

O Ministério Público emitiu parecer favorável ao deferimento e a Juíza concedeu a liminar nessa tarde de sexta-feira, vedando qualquer alteração no local.  A magistrada considerou haver necessidade de liminar porque fotografias juntadas ao processo comprovam que as obras foram iniciadas, “o que pode acarretar a irreversibilidade na área indicada como de preservação permanente.

A presidente do Mira Serra, bióloga Lisiane Becker, recebeu a notícia do deferimento da liminar como um grande presente de dia mundial do meio ambiente.

 

Redação AgirAzul.com

 

 

Suspensa parte de portaria que previa liberação automática de agrotóxicos

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os efeitos de portaria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), na parte que estabelece prazos para a aprovação tácita de agrotóxicos, dispensando-se a análise pelos órgãos competentes. A Portaria 43/2020 entraria em vigor na quarta-feira (1º/4/2020). O ministro deferiu liminar na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 656, ajuizada pelo partido Rede Sustentabilidade, tendo em vista a urgência do pedido. Em sua decisão, o ministro Lewandowski destaca o perigo de grave lesão à saúde pública que a liberação indiscriminada de agrotóxicos pode causar, situação que se potencializa ainda mais em razão da atual pandemia de Covid-19.

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Antiga Dow é campeã em acionar Justiça para flexibilizar controle de agrotóxicos

Levantamento inédito de ações no STF mostra que a empresa americana, que hoje se chama Corteva Agriscience, foi parte em 36 das 64 ações sobre agrotóxicos

por Thays Lavor, Agência Pública/Repórter Brasil

Sétima empresa do setor com maior número de registros de produtos agrotóxicos no país – 97 ao todo – a Dow Agrosciences Industrial LTDA, subsidiária do grupo americano Corteva Agriscience, ex-Dow Agrosciences, recorre constantemente à Justiça para flexibilizar leis que procuram controlar o uso de pesticidas. É o que revela um levantamento feito pela Agência Pública e Repórter Brasil com base nos processos do Supremo Tribunal Federal. Dentre as 64 ações sobre o tema identificadas no STF desde os anos 1990, a Dow é responsável por 36, ou seja, 56%. Continue lendo

2019 conclui uma década de aquecimento excepcional e eventos climáticos extremos

De acordo com novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), a temperatura média da Terra entre janeiro e outubro de 2019 foi 1,1oC superior aos níveis pré-industriais, criticamente próximo da meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento em 1,5oC até 2100; o ano de 2019 caminha para ser o 2º ou 3º anos mais quente já registrado

Madri, 03 de dezembro de 2019 – O ano de 2019 conclui uma década de calor global excepcional, de retirada de gelo e de níveis recorde do mar, impulsionados por gases com efeito de estufa provenientes de atividades humanas. As temperaturas médias para os períodos de cinco anos (2015-2019) e dez anos (2010-2019) são quase certas de serem as mais elevadas de que há registo. 2019 está a caminho de ser o segundo ou terceiro ano mais quente de que há registro, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

relatório preliminar da OMM sobre o Estado do Clima Global diz que a temperatura média global em 2019 (janeiro a outubro) foi de cerca de 1,1 graus Celsius acima do período pré-industrial. Continue lendo

A pioneira feira orgânica convida para aniversário de 30 anos no próximo sábado

Vanderlei Cachoeira, à direita, está envolvido com a Feira desde o seu início, em 1989

Porto Alegre – A comemoração do 30º aniversário da Feira da Agricultura Ecológica – FAE no próximo sábado, 19/10 começará com um grande café da manhã coletivo. Consumidores e consumidores e agricultores familiares levarão alimentos para compartilharem.

Será o grande dia de comemoração e a abertura desta festa busca fazer referência à forma como a pioneira Feira Ecológica do Brasil foi formada: por meio da união de ideias e esforços de agricultores familiares, ambientalistas e moradores da cidade que sonharam com um espaço de comercialização de alimento saudável e produzido de forma sustentável na capital dos gaúchos. Continue lendo

TJ RS decide que lei que instituiu agricultura ecológica em escola não é inconstitucional

Vereador Gustavo Toigo / propositor do projeto que deu origem à Lei. 

Porto Alegre, RS – Por decisão do Órgão Especial (OE) do TJRS, a Lei Municipal nº 8.283, de 2018, de Caxias do Sul, que instituiu o projeto Agricultura Ecológica Começa na Escola não é  inconstitucional. O julgamento ocorreu durante a última sessão virtual do OE, ocorrida de 11 a 18/9/2019.

O Caso

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) foi proposta pelo prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra, contra a Lei Municipal nº 8.283/2018. A norma instituiu o projeto “Agricultura Ecológica Começa na Escola“, que consiste no estudo, incentivo e prática de atividades voltadas à produção orgânica, como o cultivo de hortaliças, árvores frutíferas, plantas medicinais, ornamentais e outras, sem o uso de produtos químicos sintéticos, tais como fertilizantes, agrotóxicos e produtos reguladores de crescimento. Continue lendo

A mortandade das abelhas é o tema do Agapan Debate nesta segunda

O vertiginoso aumento da mortandade de abelhas nos últimos anos tem preocupado a sociedade e intrigado pesquisadores, cientistas e agricultores. A enigmática previsão atribuída ao renomado cientista Albert Einsten de que a humanidade teria apenas quatro anos de existência na Terra caso as abelhas viessem a desaparecer começa a ter sentido para alguns. Mas o que sabemos sobre isso e, principalmente, por que as abelhas estão morrendo?

É a partir dessa questão que será realizado o Agapan Debate nesta segunda-feira, dia 16/9, no auditório da Faculdade de Arquitetura da Ufrgs, em Porto Alegre. O objetivo é discutir a respeito do tema e apontar caminhos para que o problema possa ser encarado com a seriedade e a urgência que a questão exige. Para isso, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) convidou os engenheiros agrônomos Sebastião Pinheiro e Nadilson Roberto Ferreira, que debaterão com o público presente sob mediação da conselheira da entidade e farmacêutica Ana Maria Dait Valls Atz.

O Agapan Debate tem entrada gratuita e inicia às 19h. Continue lendo

Bioconstrução, permacultura e bioarquitetura são temas de encontro nacional em Porto Alegre

Porto Alegre sediará a primeira edição do Encontro Nacional de Bioconstrução, Permacultura e Bioarquitetura nos dias 13 e 14 de setembro. Promoção do Sindicato dos Arquitetos no Estado do RS (Saergs) com patrocínio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do RS (CAU/RS), o evento terá como objetivo debater alternativas sustentáveis, responsáveis e conscientes da construção e entender os impactos da ocupação humana no meio ambiente. As atividades do do dia 13 realizam-se no Memorial Luiz Carlos Prestes (Av. Edvaldo Pereira Paiva, 1527). O segundo dia será de oficina prática, com um exercício sobre construção de uma composteira, que se realizará na sede do Saergs (Rua José do Patrocínio, 1197). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo email secretaria@saergs.org.br Continue lendo

Governo Federal aprova 42 novos agrotóxicos e já chega a 249 só em 2019

Mantendo o ritmo recorde de aprovações de agrotóxicos, o governo liberou, nesta segunda-feira (24/6/2019) mais 42 venenos no mercado brasileiro, totalizando 239 desde o começo deste ano.

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