Arquivo da categoria: Ambientalismo

Falece aos 98 anos o professor Kurt Schmeling, fundador do Movimento Roessler

Professor Kurt Günther Hugo Schmeling em 2018

O Professor Kurt Günther Hugo Schmeling faleceu neste domingo aos 98 anos. Foi um dos fundadores do Movimento Roessler para Defesa Ambiental, entidade ambientalista criada em Novo Hamburgo em 16 de junho de 1978. O nome da entidade homenageia o pioneiro Henrique Roessler, criador da UPN – União Protetora da Natureza, que lutou pelo meio ambiente a partir do vale do rio dos Sinos. Kurt nasceu em Porto Alegre, como Roessler, o conheceu pessoalmente e foi um dos seus grandes companheiros.

Para a atual presidenta do Movimento Roessler, Luana Rosa, “o Professor Schmeling foi um grande ecologista gaúcho, uma importante referência para todas as gerações de ambientalistas — nesses anos de convívio, pude aprender muito com ele e levar seus ensinamentos adiante. Seu legado ficará para sempre!”

Continue lendo

InGá revitaliza placa em homenagem a Augusto Carneiro no Jardim Botânico

A nova placa

No Dia do Meio Ambiente, 5 de junho, no último sábado, por iniciativa do InGá, foi revitalizada a placa em homenagem ao ambientalista Augusto Carneiro, no recanto da flora ameaçada, rara e endêmica do Rio Grande do Sul, no Jardim Botânico de Porto Alegre.

Junto à placa alusiva, foi realizada uma homenagem ao Carneiro, falecido em 7 de abril de 2014 aos 91 anos de idade, com a presença de sua filha, Andréia.

No entender de Paulo Brack, do InGá, “o espaço está ameaçado pela desestruturação da instituição junto com o Museu de Ciências Naturais / MCN e o Parque Zoológico, que, juntos, faziam parte da Fundação Zoobotânica, extinta no governo de José Ivo Sartori e em processo de demissão de técnicos e demais funcionários”. A sociedade, se não cobrar a permanência das entidades, logo verá o desaparecimento delas, considerou. E junto no balaio vai junto a homenagem a um dos fundadores do movimento ambientalista no Estado, “pela desimportância dada pelo atual Governo estadual e políticos à biodiversidade e à ciência e que votaram pela extinção da FZB”.

A cerimônia de revitalização foi realizada com poucos presentes por causa da pandemia. Junto à placa, Andréia Carneiro e Paulo Brack

Em decorrência das atuais condições de trabalho e da pandemia da Covid-19, apenas 8 pessoas puderam entrar ao mesmo tempo no Jardim Botânico para o ato de revitalização da placa em homenagem ao Carneiro.

A situação da placa quando original

Lançada iniciativa “Mulheres Unidas pelo Clima”

Neste dia 1⁰ de Junho de 2021, durante a Semana do Meio Ambiente tem início as atividades de um novo projeto Mulheres Unidas pelo Clima – MUC Brasil. A jornalista Gisele Elis e a gestora ambiental Cris Bossoni criaram a iniciativa considerando que devem contribuir para empoderar as mulheres na busca por igualdade e justiça climática no Brasil. Haverá ações nas áreas de comunicação e educação ambiental.

Gisele Elis é mãe de três filhos, Jornalista Ambiental, vencedora de 5 Prêmios IMA de Jornalismo Ambiental (IMA/SC) e pós-graduada em Comunicação Corporativa. Possui mais de 14 anos de experiência em comunicação pública, atuando há sete anos como jornalista ambiental, produzindo reportagens especiais, notícias e conteúdos para o Lagunambiental, um site especializado em meio ambiente e sustentabilidade. Em uma nova fase, idealizadora do projeto MUC Brasil, pesquisa o universo de temas relacionados às Mudanças Climáticas e gênero, na busca de evolução e contribuição ambiental.


Cris Bossoni (esquerda) é mãe de meninas, casada e Gestora Ambiental por formação. Ambientalista de alma, é pesquisadora em educação ambiental, ecoturismo e áreas protegidas. Condutora Ambiental, Guia de Turismo e também Pós graduanda em Docência para a Educação Profissional. Acredita que a educação, equidade social e igualdade de gênero são peças chave para frear as consequências das mudanças climáticas no planeta.

Para as fundadoras do movimento, “as mulheres são comprovadamente mais vulneráveis à destruição ambiental e suas consequências, não são incluídas em espaços de decisão e elaboração de políticas públicas”. Acham muito importante que as mulheres ocupem seus espaços de direito e transformem suas realidades e de outras mulheres e meninas brasileiras. O projeto foi criado considerando a urgência da crise climática.

Fonte: material de divulgação

Eduardo Leite segue as políticas de Ricardo Salles no Estado do Rio Grande do Sul

Futuro secretário do Meio Ambiente é criticado por ambientalistas: ‘É a mesma linha do ministro Ricardo Sales’

O deputado estadual Luiz Henrique Viana (PSDB) (foto) foi recentemente anunciado pelo governador Eduardo Leite (PSDB) como o novo secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul, na vaga antes ocupada por Artur Lemos, que assumiu a chefia da Casa Civil. A posse do novo secretário deve ocorrer até o final do mês de março. Leite e Viana se conhecem há algum tempo, unidos pela militância política na cidade de Pelotas.

Advogado, Viana foi secretário de Qualidade Ambiental (SQA) no governo do então prefeito Fetter Júnior (2008-2012)(PP), de quem Leite foi chefe de gabinete. Ao anunciá-lo como novo secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura, o governo estadual citou sua passagem pela pasta semelhante em Pelotas e destacou o feito de “modernizar processos ao implementar o Sistema de Licenciamento Online, o Sislam”.

Se, para o governador, o currículo de Viana lhe torna apto a assumir a secretaria estadual, o mesmo currículo é motivo de queixas entre ambientalistas. Antonio Soler, coordenador do Centro de Estudos Ambientais (CEA) de Pelotas e advogado ambientalista, tem uma avaliação bem crítica ao desempenho de Viana à frente da Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA) e como integrante de um grupo político que se reveza no comando da Prefeitura de Pelotas há muitos anos.

Soler define a passagem de Viana, do ponto de vista da proteção ambiental, como “extremamente negativa”. Entre os exemplos do que chama de retrocessos, cita a Agenda 21, um dos primeiros programas extintos pelo governo de Fetter Júnior. A Agenda 21, explica o advogado ambientalista, dividia Pelotas em Núcleos de Educação Ambiental, áreas que ficavam sob a responsabilidade de diferentes organizações não-governamentais e de onde surgiam propostas para a proteção ambiental da cidade. Ele explica que quando as iniciativas seriam executadas, houve a troca na gestão municipal e o governo que assumiu extinguiu a Agenda 21.

Ações de educação ambiental e as conferências municipais de meio ambiente, realizadas anualmente, também foram extintas. A semana do meio ambiente, que em Pelotas era chamada de “Junho ambiental”, com palestras e debates, igualmente foi deixada de lado. O coordenador do Centro de Estudos Ambientais (CEA) de Pelotas destaca quatro pontos para se fazer uma boa política ambiental: um órgão ambiental estruturado e com pessoas capacitadas; um conselho ambiental participativo; um fundo municipal, com recursos para implementar a política pública; e acesso à informação.

“Esses quatro pontos, que são fundamentais, foram atacados diretamente pelo governo que está no poder até hoje e com a participação do secretário agora indicado para o governo do Estado”, afirma Soler, também ex-secretário de Planejamento Urbano de Pelotas.

O ambientalista diz que Viana atuou para “neutralizar” a democracia do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Pelotas, dificultando o funcionamento do órgão e não cumprindo as deliberações, principalmente com relação ao fundo municipal. Dentre todas as queixas, talvez a principal seja justamente a referente ao Fundo Municipal de Meio Ambiente, criado na cidade em 1996. “Ele sempre trabalhou pra zerar o Fundo do Meio Ambiente, no sentido de impedir que verbas continuassem entrando no Fundo. Ele criou uma série de obstáculos, quando secretário, pra impedir que o Fundo fosse alimentado e recebesse recursos”, afirma Antonio Soler.

Ao deixar a Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA) e assumir mandato na Câmara de Vereadores, Viana propôs uma emenda na Lei Orgânica do município, aprovada na véspera do Natal, que tornou o fundo “inviável”, na avaliação de Soler. “Não extinguiu oficialmente, mas é como se tivesse acabado”, afirma. O advogado ambientalista explica que a principal receita do Fundo provinha das taxas de licenciamento ambiental e a emenda proposta pelo então vereador Luiz Henrique Viana, retirou a taxa como fonte do fundo e repassou-a para o caixa comum da Prefeitura de Pelotas. Desde então, a única fonte de receita do fundo são as multas ambientais. O problema, destaca Soler, é que a aplicação de multas é baixa e mesmo aquelas aplicadas costumam ser judicializadas, não são pagas ou demoram muito para sua efetivação.

“Agora, o recurso da taxa não vem mais pro fundo. Então, na prática, ele matou o fundo. A grande obra do secretário foi ter acabado, na prática, com o Fundo Municipal do Meio Ambiente. Ele ainda existe, mas não tem dinheiro”, lamenta o coordenador do Centro de Estudos Ambientais (CEA).

Desafio ambiental

Ao projetar o que pode ser a gestão de Luiz Henrique Viana à frente da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, o presidente da Associação Gaúcha de Proteção Ambiental (Agapan), Francisco Milanez, não se anima muito. Pelo contrário. Milanez diz que os dois governos tucanos, de Yeda Crusius e agora de Eduardo Leite, são os piores na temática ambiental que o Rio Grande do Sul já teve.

“Ele veio pra fazer o serviço ‘sujo’ do Código Ambiental e da Lei dos Agrotóxicos. Minha expectativa é muito baixa”, afirma. Apesar do desânimo, o presidente da Agapan diz ser um eterno otimista e sonha com a possibilidade de Viana ser diferente do que ele imagina.

Milanez acredita que as principais medidas a serem tomadas por um secretário do Meio Ambiente realmente disposto a preservar a natureza devem começar pelo tema da mineração. “Aprovar a Mina Guaíba é destruir o futuro do Rio Grande do Sul, ela vai destruir a região metropolitana e afastar qualquer empresa com preocupação ambiental. Nunca se abriu mina perto de Capital”, explica. Para ele, a população tem que ter o direito de opinar se quer ver o RS se transformar num estado minerador. A Mina Guaíba, enfatiza Milanez, afasta boas empresas e atrai outras também poluidoras.

O presidente da Agapan avalia que outra medida importante deve ser incentivar a agroecologia. Mesmo sem apoio governamental, o RS tem uma das maiores redes agroecológicas do Brasil, e com grande potencial de crescimento se o pequeno e mesmo o grande produtor for orientado a fazer a conversão agroecológica. “A diferença é exportar um veneno ou um produto saudável, que dá mais ganho aqui e lá para o comprador.”

O terceiro ponto para a proteção ambiental do RS se refere ao modelo de desenvolvimento. Segundo Milanez, isso significa não trabalhar para “qualquer desenvolvimento”, pelo contrário, agir para atrair empresas com boas práticas ambientais e pensar um projeto de desenvolvimento econômico com a questão ambiental no centro da formulação.

Modelo de desenvolvimento

Se o otimista Milanez diz ter baixa expectativa com a gestão do novo secretário estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, o advogado ambientalista Antonio Soler segue o mesmo caminho. Para ele, Luiz Henrique Viana deve trabalhar para concentrar recursos em atividades que não sejam o objetivo fim do Sistema Estadual de Proteção Ambiental. A tradução prática disso, ele projeta, será a abertura da secretaria aos interesses de projetos privados, como a mineração e o aumento do uso de agrotóxicos. O ambientalista acredita que a privatização das unidades de conservação deve ser outra ação no horizonte do novo secretário.

“É a mesma linha do ministro (Ricardo) Sales, a mesma linha política e ideológica, a mesma anti-política ambiental, só que com bom trato, educado. Todos esses projetos que são extremamente danosos pra sociedade gaúcha e pro meio ambiente, para o pampa, que já é o segundo bioma mais degradado do Brasil, só perde pra Mata Atlântica. Toda essa política, pelo que acompanhamos aqui em Pelotas, vai ser aprofundada”, analisa o coordenador do Centro de Estudos Ambientais (CEA).

O advogado ambientalista destaca ainda a lei que obriga a publicação do relatório ambiental (RAMB) do município de Pelotas, com o propósito de monitorar e avaliar as políticas para o setor. Nos últimos 16 anos, somente três relatórios foram feitos e nenhum por Luiz Henrique Viana enquanto foi secretário, o que é alvo de representação no Ministério Público. O relatório de 2020, referente ao ano anterior, deveria ter sido publicado pela prefeitura de Pelotas em junho, mas atrasou e foi publicado no Diário Oficial do município em março de 2021.

O professor Althen Teixeira Filho, docente no Instituo de Biologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e conhecido defensor das causas ambientais na cidade da região sul do Estado, acredita que o impulso a mover o novo secretário estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura e seu grupo político é a pressa na agilização dos processos que autorizam novos projetos e empreendimentos. E chama atenção para uma curiosidade: assim como o ministro Ricardo Sales, o ex-secretário Artur Lemos e o novo nomeado para a pasta ambiental do Estado, todos são advogados.

Teixeira Filho não acredita em coincidência. A decisão de nomear advogados para cuidar do meio ambiente, ele analisa, obedece aos objetivos esperados tanto no governo federal quanto no governo de Eduardo Leite: pessoas que conheçam a legislação e os caminhos para fazer com que coisas até então não permitidas possam ser alteradas e se tornar legais.

“Ele (Viana) votou favorável ao novo Código Ambiental e isso é lamentável”, afirma, lembrando que, na ocasião, o então deputado estadual Luiz Henrique Viana justificou o voto dizendo que a mudança criaria empregos. Como novo secretário estadual do Meio Ambiente, o professor acredita que Viana vai trabalhar para cumprir a agenda de Leite. Uma agenda que, na opinião do professor da UFPel, remonta ao século 18.

“O Viana vai fazer tudo aquilo que se alinha com o governador. Então qual é a perspectiva? É a visão do século 18 do governo, com a mineração de carvão. Isso é inadmissível”, diz. “É um governo afeito a negócios.”

Professor do Curso de Veterinária, na disciplina de Anatomia dos Animais Domésticos, Teixeira Filho afirma que a situação ambiental em geral é gravíssima, muito mais grave do que as pessoas imaginam. Para sustentar tal afirmação, cita estudos que já detectaram a presença de plástico na placenta humana. Uma realidade que, na opinião do professor, o governo Leite não tem conhecimento.

“O governo é como um carro que corre pra frente, mas com os faróis apontados pra trás”, define Teixeira Filho, numa analogia para criticar a aposta na mineração, um modelo de desenvolvimento econômico ultrapassado. Para o professor, a avidez da indústria de minério, assim como dos agrotóxicos, deve-se à consciência dessas empresas de que o tempo delas está se esgotando. “O mundo não aguenta mais isso há muito tempo.”

Teixeira Filho defende que a solução do desenvolvimento econômico em harmonia com o meio ambiente vá na direção da “economia circular”, já em prática em outros países e cujo paradigma seja: usar, reciclar e reutilizar — visão oposta à “indústria da obsolescência” da economia linear. “Acho que o governo não conhece a economia circular”, lamenta.    

Outro lado

Procurado pela reportagem do Sul21, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura respondeu que o futuro secretário Luiz Henrique Viana, quando assumir, responderá sobre qualquer tema. “O Governo do Estado informa que a escolha do deputado Viana para assumir a pasta do Meio Ambiente e Infraestrutura foi baseada pela sua experiência na área ambiental. Quando o novo secretário tomar posse, ato que tem previsão de acontecer até o fim de março, seu gabinete comentará qualquer aspecto que despertar interesse da sociedade gaúcha”, informa a nota do órgão.

A Prefeitura de Pelotas explica que, de acordo com o relatório financeiro do 1° bimestre de 2021, elaborado pela secretaria-executiva do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Compam) e aprovado pela Câmara Gestora do Fundo Municipal do Meio Ambiente, ao final do mês de fevereiro deste ano o Fundo tinha saldo de R$ 43.072,16. No início de 2020, o valor em caixa no Fundo era bem superior, de R$ 782.696,20. Quase a totalidade do recurso, porém, foi usado no enfrentamento da pandemia. “Em março, em razão da chegada da pandemia, o Município solicitou à coordenação do Compam, a disponibilização integral do valor, para ser utilizado exclusivamente nas demandas decorrentes do enfrentamento ao coronavírus. O Compam deliberou por maioria pela liberação dos recursos”, diz a prefeitura. O governo da prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) reconhece que, atualmente o Fundo se subsidia especialmente por meio do pagamento de multas ambientais.

Sobre o atraso na publicação do Relatório Ambiental de 2020 (RAMB), a Prefeitura de Pelotas explica que, embora publicado no site do governo e no Diário Oficial em março de 2021, o documento havia sido apresentado ao Conselho Municipal de Proteção Ambiental (Compam) em dezembro do ano passado e que o atraso ocorreu em razão da pandemia, uma “situação de calamidade e de excepcionalidade”. A Secretaria de Qualidade Ambiental do município informa ainda que já está trabalhando na elaboração do RAMB 2020, com objetivo de cumprir o prazo de entrega em junho de 2021.

FONTE (reproduzido sob Licença CC)

Palestra “O Contexto da Paz – sociedade e meio ambiente” proferida por José Lutzenberger há 21 anos será disponibilizada

O canal Lutz Global apresenta o vídeo “Paz e meio ambiente”, com uma palestra ministrada pelo ambientalista José Lutzenberger em abril de 1999, na Findhorn Foundation, Escócia. A estreia ocorre na quarta-feira, 09 de setembro, às 20 horas, no YouTube e depois permanecerá disponível na plataforma.

A palestra fazia parte de um evento maior, A call to peace” – 4ª Conferência Holística Internacional – uma colaboração entre a Fundação Findhorn e a Universidade Holística Internacional de Brasília (UNIPAZ).

Os temas da conferência trataram da nova ciência e espiritualidade numa perspectiva holística, de paz interior, criando uma sociedade tranquila e justa, bem como a interdependência humana e a exigência de uma relação harmoniosa na Natureza e em nosso planeta.

Lutzenberger foi convidado em dezembro de 1997, e o evento aconteceu em Findhorn, entre 03-10 abril de 1999, com o patrocínio da UNESCO.

Título da palestra de Lutz no evento: O Contexto da Paz – sociedade e meio ambiente

Lutzenberger começa a palestra, no entanto, com uma incisiva afirmação: “Nós estamos em guerra com a natureza”, a humanidade é “apenas uma pequena parte da criação, um processo sinfônico”, mas que agia na perspectiva de demolição dos suportes de vida do planeta. “Nós estamos destruindo Gaia”. Sua argumentação mostra um panorama da destruição ambiental em diferentes partes do globo e o que a humanidade precisaria fazer para realmente alcançar um estado de paz com o ambiente.

A primeira parte da palestra tem 52 minutos. Em breve, lançaremos a segunda parte, com as perguntas da plateia, com 32 minutos.

O vídeo foi originalmente gravado em VHS, convertido para DVD e, na sequência, para MP4. Faz parte do Acervo Pessoal de José Lutzenberger, em organização pela filha Lilly Lutzenberger. O esforço e custeio para esse trabalho de recuperação do audiovisual faz parte do projeto de pesquisa “Lutzenberger Global: Um mediador entre o ambientalismo brasileiro e global (Déc. 1980-1990)“, financiado pelo CNPq.

AGAPAN lança selo dos 50 Anos

Em comemoração aos seus 50 anos, a serem completados no dia 27 de abril de 2021, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapanlançou, no dia 1º de setembro, durante o programa Sobrevivência, o selo que estampará as peças de comunicação, redes sociais e produtos lançados pela entidade durante este período comemorativo.

Fundada em 1971, a Agapan está em contagem regressiva para comemorar o cinquentenário da primeira entidade ambientalista do Brasil a alcançar essa marca. Um dos grandes diferenciais da Agapan, além de seu pioneirismo e história de participações nas questões ambientais brasileiras, é o trabalho sempre realizado por associados de forma cem por cento voluntária.

O selo dos 50 anos foi desenvolvido com apoio da agência Veraz Comunicação.

Fonte: www.agapan.org.br

Programa EcoNexão discute o jornalismo ambiental

Frame do vídeo que está disponível no YouTube, canal da TV Democracia

A TV Democracia apresentou nesta quarta-feira o programa EcoNexão e o assunto foi “O papel e os desafios do Jornalismo Ambiental”. 

João Paulo Capobianco apresentou a jornalista Ana Carolina Amaral como parceira na apresentação a partir da edição. Ana Carolina é jornalista da Folha de S. Paulo e da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental.

Ambos receberam os colegas jornalistas Marco Isensee e Sá, do portal ‘O Eco’ – www.oeco.org.br, e Maristela Crispim, do portal Agencia EcoNordeste – www.econordeste.com.br.

Grande parte do programa é utilizada para fazer a crítica à manifestações de Evaristo Miranda sobre o desmatamento e as queimadas na Amazônia. Ao contrário de Evaristo, Capobianco mostra com números oficiais que a taxa de desmatamento está em franco e grande crescimento.

Marco e Maristela conversaram sobre as prioridades e as diferenças dos seus veículos e o trabalho de como é acompanhar atualmente jornalisticamente a área ambiental.

 

Texto da Redação do AgirAzul.com


Acompanhe os eventos na área ambiental na Agenda AgirAzul – www.AgirAzul.com/agenda. Inclua o seu evento!  Lá estarão também os eventos sobre Jornalismo Ambiental. 

Vídeo sobre a Casa de José Lutzenberger estréia quinta, dia 15, 19 horas

A Casa Lutzenberger está situada à Rua Jacinto Gomes, nº 39, Bairro Santana, em Porto Alegre e hoje integra o patrimônio cultural de Porto Alegre. Com financiamento do CNPQ a equipe liderada pela historiadora Elenita Malta produziu um vídeo de 38min sobre o imóvel e a memória do local. O material é resultado de visita realizada em 20 de janeiro de 2020, ocasião em que a equipe foi recebida pela bióloga Lilly Lutzenberger, filha do ambientalista José Lutzenberger.

  • O vídeo fará estréia no YouTube em 15 de julho de 2020, quarta-feira, às 19h, neste link (Canal Lutz Global).  Inscreva-se no Canal para saber das novidades.

    Painel na Casa de José Lutzenberger (Foto do painel: Elenita Malta)

O imóvel foi construído em 1932 pelo Engenheiro-Arquiteto e artista plástico Joseph Lutzenberger (1882-1951), pai do ambientalista José Antônio Lutzenberger (1926-2002), para ser a casa da família, formada também pela mãe Emma Kroeff (1893-1969) e as irmãs Rose Maria (1929) e Maria Magdalena (1928-2017).

Nela, Lutzenberger filho morou dos 5 aos 26 anos, quando se casou com Annemarie Wilm (em 1953).

De 1957 a 1970, o casal morou fora do país, período em que Lutz trabalhou na multinacional BASF, e quando nasceram suas duas filhas, Lilly e Lara. No final de 1970 ele pediu demissão, por não concordar mais com o direcionamento da empresa – que entrou no ramo dos agrotóxicos – e retornou à casa, onde viveu até o falecimento, em 2002.

Em 1971, ele ajudou a fundar a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN), com Augusto Carneiro e uma série de pessoas preocupadas com a devastação da natureza no Rio Grande do Sul. E, em 1987, a Fundação Gaia.

Lutzenberger residiu na casa da Jacinto Gomes na infância, juventude e depois de 1970, quando retornou ao Brasil após o falecimento de sua mãe.  Nos últimos anos, passava grandes períodos em Pantano Grande, na sede rural da Fundação Gaia que criou na década de 1980 e que até hoje administra o Rincão Gaia com atividades educativas.  (Foto de Elenita Malta) 

Depois de seu falecimento, a casa ficou desocupada por oito anos. Em 2010, iniciaram os trabalhos para sua restauração e, em 2012, o imóvel foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre. A partir daí, passou a sediar a empresa fundada por Lutzenberger em 1979, a Vida Produtos e Serviços em Desenvolvimento Tecnológico, dedicada à reciclagem de resíduos industriais.

No vídeo, a filha do ambientalista, Lilly Lutzenberger,  conduz os visitantes pelos recantos da casa, repletos de memórias da família: as artes da avó Emma, do avô Joseph, das tias Rose e Magdalena e as lutas de seu pai, o Lutz.

Este vídeo documentário faz parte do projeto “José Lutzenberger: Um mediador entre o ambientalismo brasileiro e global (Déc. 1980-1990)“, financiado pelo CNPq.

Ficha

  • Duração: 38min
  • Gravação e produção do vídeo: Elenita Malta Pereira (Coordenadora do projeto)
  • Edição: Denis Henrique Fiuza – Bolsista Técnico do CNPq
  • Link para o vídeo, disponível a partir do dia 15/7/2020, 19h, no Canal Lutz Global do YouTube. Há outros vídeos do projeto já publicados.

Programa na TV Assembleia RS aborda isolamento social na Natureza

O programa DEMOCRACIA apresentado pelo jornalista Antonio Czamanski na TV Assembleia RS vai apresentar no programa desta noite (24/6/2020) um debate sobre os “Impactos positivos e negativos do isolamento social na natureza”. 
Estarão no programa os biólogos Rodrigo Cambará Printes, biólogo e Doutor em Ecologia e com um longo trabalho dedicado a  trabalho voltado à implementação e gestão de áreas protegidas, Marcelo Maisonette Duarte, doutor em Ecologia e Recursos Naturais, e Luiz Felippe Kunz Júnior, ex-diretor da AGAPAN e de Licenciamento e Qualidade Ambiental do Ibama.

Serviço

 

  • Programa Democracia
  • – Apresentador: Jornalista Antonio Czamanski
  • – Participantes: Marcelo Maisonette Duarte, Rodrigo Cambará Printes e Luiz Felippe Kunz Jr.
  • Horário: 23h de 24/6/2020
  • Canais:

Proibida a Caça ao Leitão em festa que ocorrerá no próximo domingo em Linha Imperial, no RS

Porto Alegre, RS – O Desembargador Carlos Roberto Lofego Caníbal, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RGS, concedeu medida liminar em que proíbe a atividade denominada Caça ao Leitão durante o evento Festa do Leitão, no próximo domingo (24/11), ou qualquer outra data, se transferido.  Em decorrência da decisão, os organizadores já anunciaram que não haverá a atividade com os animais de verdade. Continue lendo

A pioneira feira orgânica convida para aniversário de 30 anos no próximo sábado

Vanderlei Cachoeira, à direita, está envolvido com a Feira desde o seu início, em 1989

Porto Alegre – A comemoração do 30º aniversário da Feira da Agricultura Ecológica – FAE no próximo sábado, 19/10 começará com um grande café da manhã coletivo. Consumidores e consumidores e agricultores familiares levarão alimentos para compartilharem.

Será o grande dia de comemoração e a abertura desta festa busca fazer referência à forma como a pioneira Feira Ecológica do Brasil foi formada: por meio da união de ideias e esforços de agricultores familiares, ambientalistas e moradores da cidade que sonharam com um espaço de comercialização de alimento saudável e produzido de forma sustentável na capital dos gaúchos. Continue lendo

Nobel alternativo premia os defensores climáticos, entre eles o brasileiro Davi Kopenawa e a sueca Greta Thunberg

O Prêmio Right Livelihood, amplamente conhecido como ‘Prêmio Nobel Alternativo’, comemora seu 40º aniversário este ano. O prêmio de 2019 vai para Aminatou Haidar (Saara Ocidental), Guo Jianmei (China), Greta Thunberg (Suécia) e Davi Kopenawa / Associação Hutukara Yanomami (Brasil). Os Laureados foram anunciados em Estocolmo, Suécia, na quarta-feira 25/9/2019. A cerimônia de entrega das premiações ocorrerá em 4 de dezembro.

Anteriormente, já receberam a premiação o gaúcho José Antônio Lutzenberger e também Leonardo Boff. Continue lendo

Observatório do Clima critica discurso de Bolsonaro na ONU

A coordenação do Observatório do Clima, grupo que reúne as principais entidades ambientalistas que atuam no Brasil, divulgou nota nesta terça-feira (24/9) em que repercute o pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, na abertura da Assembleia da ONU, em Nova Iorque.

A seguir, a nota:

Como era esperado, o discurso de Jair Bolsonaro na ONU dobrou a aposta no divisionismo, no nacionalismo e no ecocídio. O presidente mais uma vez envergonhou o Brasil no exterior ao abdicar a tradicional liderança do país na área ambiental em nome de sua ideologia. Não fez nada para tranquilizar investidores, nem para aplacar o clamor crescente por boicote a produtos brasileiros. Põe em risco o próprio agronegócio que diz defender.

Mas não apenas isso: as políticas de Bolsonaro trazem risco imediato para toda a humanidade. A ciência nos diz que temos até 2030 para cortar emissões de carbono em 45% se quisermos ter chance de estabilizar o aquecimento da Terra em 1,5oC e evitar seus piores efeitos. O desmatamento descontrolado do cerrado e da Amazônia pode, sozinho, botar a perder a meta global.

Canceladas eleições de ONGs ambientalistas para Conselho Municipal de Porto Alegre

Por decisão desta terça-feira (24/9), do Desembargador João Barcelos de Souza Júnior, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, está cancelada a realização de eleições complementares de ONGs ambientalistas para compor o Conselho Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre que seriam realizadam nesta quarta-feira, dia 25/9, na OAB/RS.

A Associação Todavida, que atualmente ocupa vaga no Conselho, propõs recurso contra a decisão do Juízo da 10ª Vara da Fazenda Pública que determinou a realização de eleição dos representantes ambientalistas em processo a ser conduzido pela APEDEMA/RS. Continue lendo

Fundação Gaia – Legado Lutzenberger apresenta extensa programação educativa e cultural

A Fundação Gaia – Legado Lutzenberger tem apresentado em 2019 extensa programação de educação ambiental. Para este mês de setembro,  estão confirmados cursos de Yoga, sobre autossuficiência de energia e um grande show com gaiteiros.

José Lutzenberger criou a Fundação Gaia em 1987 para perpetuar as atividades educativas sobre as questões ambientais que abordava na sua militância ambiental e o trabalho educativo e técnico que realizou para instituições do setor público e empresas particulares.  A Fundação Gaia tem sede em Pantano Grande, no Rincão Gaia, espaço amplo dedicado a cursos e local onde o fundador foi enterrado no solo em 2002.

 

Setembro – 2019

  • 07 e 08 de Setembro – YAN – Yoga, Arte e Natureza.
  • 14 e 15 de Setembro – Rumo à Autossuficiência na Geração de Energia.
  • 28 e 29 de Setembro – Rincão Gaia Musical.

Continue lendo

Eng. Paulo Muller retorna à presidência da APN-VG

Sérgio Cardoso, Paulo Muller e Marcelo Domingues. Foto do Facebook da APN-VG

Muito jovem, Paulo Muller e centenas de moradores de Gravataí, realizaram em 1979 uma grande passeata em defesa do rio Gravataí, à época completamente poluído. Dali nasceu a Associação de Preservação da Natureza do Vale do Rio Gravataí – APN-VG que lutou pela qualidade das águas do Gravataí e pela manutenção das suas nascentes, no Banhado Grande.

Nesta quarta-feira, dia 7/8/2019, Muller tomou posse para uma gestão de dois anos na entidade.

Serão vices-presidentes o Marcelo Domingues e Sérgio Cardoso, ex-presidente, e que permanecerá com o projeto de educação ambiental Rio Limpo.

 

Em discussão, modificações no funcionamento do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente

O Ministério do Meio Ambiente convocou reunião extraordinária do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente para a próxima quarta-feira, 20 de março/2019 (transferida por uma semana, da data anterior – 13/3). Na pauta, além da abertura do encontro a ser realizada pelo Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, haverá a apresentação de um informe sobre o rompimento da barragem de Brumadinho e das propostas para o aperfeiçoamento do colegiado, o principal órgão do Sistema Nacional do Meio Ambiente com participação de representantes da sociedade.

O encontro não estava previsto no calendário pré-aprovado pelo plenário do CONAMA, em 2018. A reunião do dia 27/3, prevista no calendário, foi suspensa.

As sugestões para o aperfeiçoamento do CONAMA a serem consideradas poderão enfocar tanto o seu modo de funcionar como a sua composição. Continue lendo

Rio de Janeiro realiza painel sobre os 30 anos de luta pelas baleias

Em dezembro de 1987, a Lei Federal 7643, proposta pelos Deputados Federais Constituintes Gastone Righi e Fabio Feldmann, proibiu em definitivo a caça e o molestamento de cetáceos (baleias, botos e golfinhos) em águas brasileiras, pondo fim a um ciclo de submissão do Brasil aos interesses dos países baleeiros e fazendo florescer no país uma nova era de pesquisa científica e uso não-letal desses animais através do Turismo de Observação.  Continue lendo

12 anos sem a presença física de José Lutzenberger

  • No dia em que se completam 12 anos de partida de Lutz, a Fundação Gaia, associada da APEDeMA/RS,  partilha com seus amigos e colaboradores pensamentos do ecologista, encontrados nos vários livros e textos escritos por ele ao longo de décadas. Alguns destes encontram-se na íntegra no link http://www.fgaia.org.br/texts/index.html.

Ambientalistas e Ecologia

Sempre nos acusaram (aos ambientalistas) e continuarão nos acusando de radicais, de líricos, quando não de apocalípticos. Apenas somos realistas. A realidade é grave.

Preâmbulo da 4° edição do livro “Manifesto Ecológico Brasileiro – Fim do Futuro?”, 1986.

O ecólogo é muitas vezes criticado por considerar-se que ele é contra um mundo tecnológico. A ecologia, entretanto, apenas abre os olhos para a diferença existente entre tecnologia predatória e, portanto, insustentável à longo prazo, e tecnologia branda, que não transfere custos às gerações futuras.

“Desconcentração econômica”, 1975-76. Do livro “Manifesto ecológico brasileiro – Fim do Futuro?”, 4° ed., 1986.

De que adianta ensinar aos jovens o amor à natureza se, daqui a algumas décadas, quando a eles couber o poder de decisão, não mais existir natureza para salvar. Para que ainda tenha sentido a educação da juventude, devemos fixar já os novos caminhos, devemos começar logo a reparar o que pode ser reparado, devemos evitar a continuação e o incremento dos estragos e devemos iniciar hoje os processos que só frutificarão a longo prazo.

“Reconquista do futuro”, 1975-76. Do livro “Manifesto ecológico brasileiro – Fim do Futuro?”, 4° ed., 1986. Continue lendo