Arquivos da Categoria: Clima

Anunciados finalistas do prêmio 2022 para jornalistas que cobrem a crise climática

2022 Covering Climate Now Journalism Awards anunciou em abril os 68 finalistas de redações de todo o mundo.

A emergência climática é a maior notícia do nosso tempo, e hoje os melhores jornalistas e meios de comunicação que cobrem a história climática foram nomeados como finalistas do 2022 Covering Climate Now Journalism Awards.

Veja o vídeo de anúncio.

Covering Climate Now, uma colaboração sem fins lucrativos de mais de 500 meios de comunicação que atinge uma audiência de cerca de 2 bilhões de pessoas, recebeu mais de 900 inscrições neste segundo ano da premiação. As inscrições vieram de jornalistas de TV, rádio, mídia impressa e digital representando redações grandes e pequenas em 65 países.

“Esta enxurrada de submissões – um aumento de 50% em relação às entradas do ano passado – reflete como as organizações de notícias reconhecem cada vez mais que as mudanças climáticas exigem mais e melhor cobertura de todos os jornalistas”, disse Kyle Pope, editor e editor da Columbia Journalism Review e presidente da processo de julgamento do CCNow Awards.

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A Amazônia e a COP26 são temas de encontro virtual nesta terça, 30/11

 

O Grupo Interinstitucional de Cooperação Socioambiental (GISA) do Rio Grande do Sul promoverá nesta terça-feira, 30/11/2021, a live que tratará da defesa da Amazônia e a recente realização da COP26.

O evento será transmitido via Youtube https://www.youtube.com/watch?v=eWe3VkQ1aiI, entre 14h e 15h30min.

Estarão no encontro on-line o Secretário do Estado do Meio Ambiente – SEMA, do Amazonas, Eduardo Costa Taveira, a Juíza Federal e Coordenadora do Laboratório de Inovação do CNJ – JUSCLIMA2030, Rafaela Santos Martins da Rosa e o Promotor de Justiça do RS e Coordenador do Centro Operacional de Defesa do Meio Ambiente – CAOMA, Daniel Martini. 

O grupo irá dividir experiências sobre a preservação do Meio Ambiente e as tratativas que ocorreram na COP-26 para a defesa da floresta amazônica, bem como outras frentes de estudo, como as ações do JUSCLIMA 2030, composta por magistrados e servidores de diversos tribunais.

A Juíza de Direito substituta de Porto Alegre e coordenadora da Unidade Ambiental ECOJUS no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, Patrícia Antunes Laydner, atuará como mediadora do bate-papo. Ela irá contribuir sua experiência sobre os temas debatidos na esfera do Tribunal de Justiça do RS.  O Ecojus está organizando a atividade.

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COP 26 encerrada: saiba das principais decisões

China, Índia, EUA e União Europeia comprometeram a promessa global de eliminação progressiva dos combustíveis fósseis. Além disso, as nações ricas recusaram apoiar financeiramente os mais pobres no enfrentamento da crise climática

A conclusão final da COP26 refletiu em certa medida as conclusões dos relatórios IPCC SR1.5 e IEA net zero, ao ordenar uma aceleração na ação climática com novos planos até 2022 no contexto do regime voluntário e não vinculante da ONU.

Todos os principais emissores – e cada um deles – serão obrigados a, em 12 meses, explicar na ONU como as suas políticas e planos para o total de suas economias estão alinhados com os objetivos de teto para o aquecimento global do Acordo de Paris.

Embora a promessa de eliminação progressiva dos combustíveis fósseis tenha sido enfraquecida por um acordo de última hora entre a China (o maior consumidor mundial de combustíveis fósseis), os EUA (o maior produtor mundial de combustíveis fósseis), a União Europeia e a Índia, ela ainda consta do texto final. Apesar da mudança de “eliminação gradual” para “redução gradual”, pela primeira vez a principal causa da crise climática foi explicitada pelos 198 signatários do Acordo de Paris.

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TRF4 mantém condenação de empresas carboníferas e órgãos de regulamentação por danos ambientais

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) manteve a condenação da Carbonífera Criciúma S/A, da Cooperativa de Extração de Carvão Mineral dos Trabalhadores de Criciúma Ltda (Cooperminas), da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) de reparação de danos ambientais causados pela lavra de carvão mineral em subsolo na região de Criciúma (SC).

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Lançada iniciativa “Mulheres Unidas pelo Clima”

Neste dia 1⁰ de Junho de 2021, durante a Semana do Meio Ambiente tem início as atividades de um novo projeto Mulheres Unidas pelo Clima – MUC Brasil. A jornalista Gisele Elis e a gestora ambiental Cris Bossoni criaram a iniciativa considerando que devem contribuir para empoderar as mulheres na busca por igualdade e justiça climática no Brasil. Haverá ações nas áreas de comunicação e educação ambiental.

Gisele Elis é mãe de três filhos, Jornalista Ambiental, vencedora de 5 Prêmios IMA de Jornalismo Ambiental (IMA/SC) e pós-graduada em Comunicação Corporativa. Possui mais de 14 anos de experiência em comunicação pública, atuando há sete anos como jornalista ambiental, produzindo reportagens especiais, notícias e conteúdos para o Lagunambiental, um site especializado em meio ambiente e sustentabilidade. Em uma nova fase, idealizadora do projeto MUC Brasil, pesquisa o universo de temas relacionados às Mudanças Climáticas e gênero, na busca de evolução e contribuição ambiental.


Cris Bossoni (esquerda) é mãe de meninas, casada e Gestora Ambiental por formação. Ambientalista de alma, é pesquisadora em educação ambiental, ecoturismo e áreas protegidas. Condutora Ambiental, Guia de Turismo e também Pós graduanda em Docência para a Educação Profissional. Acredita que a educação, equidade social e igualdade de gênero são peças chave para frear as consequências das mudanças climáticas no planeta.

Para as fundadoras do movimento, “as mulheres são comprovadamente mais vulneráveis à destruição ambiental e suas consequências, não são incluídas em espaços de decisão e elaboração de políticas públicas”. Acham muito importante que as mulheres ocupem seus espaços de direito e transformem suas realidades e de outras mulheres e meninas brasileiras. O projeto foi criado considerando a urgência da crise climática.

Fonte: material de divulgação

Estados Unidos muda sua política para enfrentar a crise climática — íntegra

O Departamento de Estado do governo dos Estados Unidos divulgou uma versão em português da Ordem Executiva para o enfrentamento da crise climática no país e no exterior assinada pelo presidente Joe Biden em 27 de janeiro de 2021.  O documento detalha todas as mudanças na política para o enfrentamento da crise climática, colocando-a no centro da política externa e de segurança nacional daquele país. 

Divulgação / Casa Branca

O presidente americano cria um Gabinete de Política Climática para atuar junto ao gabinete da presidência e sediado na Casa Branca e estrutura correlata em setores no Departamento de Justiça, no Departamento de Saúde e Serviços Humanos e em outros. Uma das grandes preocupações do novo governo é manter os empregos, possibilitando que os trabalhadores transitem para uma nova economia, mantida com energias limpas.

Uma das disposições, na Seção 102, item ‘b’, afirma que “os Estados Unidos convocarão o Fórum das Maiores Economias sobre Energia e Clima, começando pela Cúpula de Líderes sobre o Clima“.  O objetivo será atuar em colaboração para realizar “esforços na busca da recuperação verde, da iniciativa para avançar a transição para energia limpa, do setor de descarbonização e a sintonização dos fluxos financeiros com os objetivos do Acordo de Paris, inclusive em relação ao financiamento do setor carvoeiro, das soluções com bases naturais, e das soluções para outros desafios relativos ao clima”.

Diferentemente do atual governo federal brasileiro, que considera a atuação de grupos em favor do enfrentamento à crise climática como atividade ‘lesa pátria’, o governo de Joe Biden admite que não enfrentar de forma correta os dados científicos que a comunidade internacional já juntou sobre as consequências da crise climática para as comunidades humanas e o planeta poderá causar danos à segurança interna.

A Ordem Executiva do presidente americano, que corresponderia no Direito brasileiro a um Decreto Federal, determina que o governo vai realizar esforços para promover o fim do financiamento internacional da energia derivada do combustível fóssil com emissão de carbono, “(…) enquanto simultaneamente promove o desenvolvimento sustentável e a recuperação verde (…)”. O presidente Biden considera essencial para a proteção climática a colaboração internacional para incentivar a inovação e o desenvolvimento de tecnologias de energia limpa, “que são essenciais para a proteção climática”.

John Kerry, enviado especial para o clima do novo governo, afirmou que os Estados Unidos tem “uma grande agenda pela frente em âmbito global” e o presidente Biden está totalmente comprometido — totalmente dominado por essa questão”.

O documento avança na defesa de empregos em setores que serão atingidos pelas novas disposições, como o carvoeiro, ao defender uma ‘promessa de solução’ que seria a criação de “(…) empregos sindicalizados com boa remuneração para a construção de uma infraestrutura moderna e sustentável, implementação de um futuro igualitário com energia limpa, e posicionamento dos Estados Unidos no caminho para alcançar emissão zero, em toda a economia, o mais tardar em 2050”.

No Estado do Rio Grande do Sul, o atual governo estadual, do governador Eduardo Leite, trabalha para a implantação de um novo polo carboquímico próximo a Porto Alegre. A instalação de uma Mina Guaíba, que pretende explorar o carvão para produzir energia, jamais seria permitida aplicando-se as novas políticas do governo americano em favor da energia limpa. É intenção do novo governo americano que as comunidades historicamente marginalizadas e sobrecarregadas que tem o carvão como base de sua economia, tenham oportunidade de se transformar em comunidades saudáveis, prósperas, com a implantação de oportunidades econômicas que favoreçam a justiça ambiental.

Desde o dia de sua posse, o presidente Biden já modificou totalmente políticas exercidas pelo governo anterior. No próprio dia da posse, determinou a volta ao Acordo de Paris (link) e assinou uma Ordem Executiva sobre Proteção da Saúde Pública e do Meio Ambiente e Restauração da Ciência para enfrentar a Crise Climática (link) .

Vale uma leitura atenta do documento.

Veja também

Texto de João Batista Santafé Aguiar (editor@AgirAzul.com)

“Paguem ou vamos continuar a degradar”: a chantagem internacional de Bolsonaro

Ex-presidente do Ibama diz que governo Bolsonaro faz chantagem internacional e, com negacionismo, leva o Brasil a perder controle de políticas públicas que afetam o clima

Por Carlos Tautz para Arayara.org

O choque dramático provocado pela pandemia de Covid-19 levou a uma grande parte dos países a atentar e a reforçar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Mas, no Brasil, o governo federal ainda mantém um negacionismo que visa a ampliar a um modelo de degradação ambiental que produziu aumento do desmatamento, de incêndios florestais e de emissão de gases do efeito estuda. Se o Brasil já demonstrava dificuldade de alcançar as metas de redução de gases assumidas no Acordo de Paris Sobre Mudanças Climáticas (2015), no governo do Presidente Jair Bolsonaro a situação piorou ainda mais. 

“O pouco que o governo do Brasil fala para os outros países é quase uma chantagem. Eu não acredito numa reversão desse posicionamento”, avalia Suely Araújo, professora da Universidade de Brasília, ex-Presidente do Ibama (2016-18) e pesquisadora do Observatório do Clima, uma rede de organizações da sociedade brasileira que monitora criticamente as políticas públicas ambientais. “Com Bolsonaro, a perspectiva é que o Brasil se torne um pária ambiental, um dos poucos países com posicionamento de manter os padrões de degradação”, acredita.

Para Suely, já está em andamento um revés internacional contra essa política do governo brasileiro. “Isso tem consequências graves para os nossos produtos no mercado internacional. Países que são nossos compradores já anunciam a intenção de reduzir ou até cortar a compra de produtos brasileiros. A própria credibilidade dos nossos produtos está sendo questionada no mercado internacional”. 

Segundo ela, as consequências não são só ecológicas, ambientais e climáticas. O Brasil também sofrerá consequências econômicas decorrentes de por exemplo, a briga que volta e meio frações do governo brasileiro retomam com a China, o maior importador de produtos brasileiros. “O que se vê pela frente é um caos”, afirma Suely.

Ela acredita que estejam sendo prejudicados inclusive setores empresariais, especificamente do agronegócio, que apoiaram o então candidato Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018. “Provavelmente confiaram que o Presidente aumentaria subsídios, apoios, fomentos, recursos do governo federal ou talvez a flexibilização da legislação ambiental. O agronegócio voltado para a exportação já está percebendo a fria onde nós estamos”.

Suely garante que já ouviu questionamentos até da Ministra da Agricultura (a deputada federal Tereza Cristina – DEM-MS -, apelidada de Musa do Veneno por defender a indústria de agrotóxicos) sobre os efeitos dessas posições.  Em outras áreas do governo, diz Suely, “que não relações internacionais e meio ambiente, também já se veem pessoas manifestando incômodo coma situação”.

 “A tendência é uma parte do setor econômico estar junto dos ambientalistas no sentido de criticar o governo. Eles não imaginavam que a postura do governo Bolsonaro iria chegar a esse ponto, do negacionismo da própria política ambiental, que tem uma essência regulatória em qualquer lugar do mundo. O governo atual questiona todas as regras”.

Há, segundo Suely,ainda mais contradições em meio à negação de Bolsonaro. “Nenhum governo colocou muito dinheiro no Ministério do Meio Ambiente, mas esse governo paralisa aquilo que tem de recursos, como por exemplo Fundo Amazônia. São R$ 2,9 bilhões parados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Isso é uma fortuna para o meio ambiente”, lamenta.

Mas, Suely também acredita que há motivos para otimismo. “O Supremo Tribunal Federal tem demonstrado bons indicativos. No STF há ações relacionadas ao esvaziamento do Conselho Nacional do meio Ambiente, a retomada das multas ambientais, os Fundos Clima e Amazônia. Além disso e sete partidos de oposição peticionaram uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 760 para que o Supremo Tribunal Federal determine à União que retome Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia”

“Em 2020 o Supremo foi “esverdeado” com uma quantidade de ações de política ambiental. Em 2021, isso vai se intensificar nos próximos dois anos do governo Bolsonaro. O número de ações vai aumentar e o Supremo vai ter de se posicionar”.

Ouça a entrevista na íntegra aqui:

https://agirazul.com/wp-content/uploads/2021/01/Audio-Suely-Araujo-Obs-Clima-21-12-2020.mp3

Texto e Reportagem de Carlos Tautz para Arayara.org / Reproduzido no AgirAzul.com sob permissão.
Link para o material no site da Arayara.org


Ministra Rosa Weber revigora Resoluções tornadas sem efeito por Salles

A Ministra Rosa Weber concedeu nesta quarta-feira (28/10/2020) liminar (link para a íntegra ao final) para suspender de imediato os efeitos da Resolução nº 500/2020-CONAMA assinada pelo Ministro do Meio Ambiente e presidente do CONAMA Ricardo Salles. No mesmo ato, e em conseqüência, reestabeleceu a vigência e eficácia imediata das Resoluções CONAMA nºs 284/2001, 302/2002 e 303/2002.

MInistra Rosa Weber/2018

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF nº 747 foi proposta ao Supremo Tribunal Federal / STF pelo Partido dos Trabalhadores/PT. A decisão será encaminhada ao Plenário do STF para referendo, ou não, da decisão.

A Ministra entendeu que há “elevado risco de degradação de ecossistemas essenciais à preservação da vida sadia, comprometimento da integridade de processos essenciais e perda de biodiversidade” que dão razão à necessidade de urgente suspensão da Resolução nº 500/2020. Ainda afirmou que “aparente estado de anomia e descontrole regulatório, a configurar material retrocesso no tocante à satisfação do dever de proteger e preservar o equilíbrio do meio ambiente, incompatível com a ordem constitucional e o princípio da precaução“.

A Resolução 500/2020 CONAMA é resultado direto da reunião do colegiado realizada em 28 de setembro (ver textos e propostas), presidida pelo ministro Ricardo Salles, em que os órgãos públicos federais, em completa maioria, concordaram com a proposta de tornar sem efeito três resoluções que prevêem a exigência de estudo de impacto ambiental, em alguns casos, para os projetos de irrigação, que fixa parâmetros na delimitação de Áreas de Preservação Permanente, e que normatiza parâmetros nas áreas de dunas, manguezais e restingas nas regiões costeiras do território brasileiro. Na reunião, houve discordância geral com as proposições apenas da representante do MPF – Ministério Público Federal, e da ONG Novo Encanto. A Procuradora da República Fátima Aparecida de Souza Borghi, que representa o MPF no colegiado, embora sem direito a voto, informou aos demais Conselheiros durante o processo de votação, que não durou mais do que alguns minutos, que iria propor a sua instituição a responsabilização dos votos contrários à proteção ambiental.

Redação: jornalista João Batista Santafé Aguiar/AgirAzul.com.

Novidade: Você pode divulgar seu próprio evento na Agenda AgirAzul. Ver www.AgirAzul.com/agenda

ClimaInfo lança site para informar sobre queimadas para a mídia internacional

O ClimaInfo está colocando à disposição da comunidade internacional um novo website em inglês que vai  informar os jornalistas internacionais sobre os fatores geradores e os impactos dos incêndios nas regiões de floresta tropical.   O site Tropical Forest Fires Watch já está no ar no endereço https://www.tffw.info/.  O site vai acompanhar as queimadas nas florestas tropicais do planeta, não só no Brasil.

O Instituto ClimaInfo é uma organização sem fins lucrativos filiada ao Global Strategic Communications Council (GSCC), uma rede internacional de profissionais de comunicação do campo do clima e da energia.

Visite:

 

 

Novidade no AgirAzul – Divulgue seu evento ou sua live na Agenda AgirAzul. O serviço é gratuito.

Aberto edital para dois projetos climáticos para uso de verba de até R$ 660 mil

A Prefeitura Municipal de Porto Alegre lançou nesta quarta-feira, 29, o edital do Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade de chamamento para seleção de projetos inovadores e de impacto na mitigação de emissões de gases do efeito estufa de até R$ 660 mil. Duas organizações da sociedade civil (organizações não-governamentais, organizações da sociedade civil, institutos de pesquisa e instituições acadêmicas) com atuação local poderão ser beneficiárias do Action Fund – fundo de financiamento climático do Google.org, gerido pelo Iclei, que fará o repasse para até dois projetos selecionados em Porto Alegre e dois em Curitiba. O prazo para envio das propostas encerra-se em 4 de setembro.

O prefeito Nelson Marchezan Junior lembra que, em maio, Porto Alegre e Curitiba foram as duas cidades brasileiras selecionadas pelo Google.org e pelo Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade para participar da iniciativa piloto. “Foram pontos determinantes para sermos selecionados a nossa estratégia de integrar a agenda climática ao planejamento urbano, além dos esforços na priorização do transporte público, os incentivos aos modais ativos de transporte, a qualificação dos espaços públicos e os investimentos em macrodrenagem e na digitalização de serviços e procedimentos administrativos.”

O secretário municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade, Germano Bremm, explica que poderão ser selecionadas até duas instituições com atuação na Capital, que tenham capacidade de usar dados públicos, como, por exemplo, os dados gerados pela ferramenta Environmental Insights Explorer (EIE) do Google, para desenvolver projetos que contribuam com a estratégia local pelo clima. “Em maio, assim que fomos selecionados, recebemos de forma gratuita a plataforma pública EIE, que exibe dados de emissões de Porto Alegre, e de pelo menos outras 100 cidades no mundo, relacionados a edifícios e transportes, além do potencial solar de coberturas.” Clique aqui para saber mais sobre o EIE e acessar a plataforma.

Mais sobre o edital – Em 2019, o Google anunciou um fundo de US$ 4 milhões para ajudar a acelerar a ação climática, com doações para apoiar instituições sem fins lucrativos na Europa e na América Latina. Em Porto Alegre, as entidades candidatas devem apresentar projetos com início em setembro de 2020 e encerramento em setembro de 2021. Os projetos apresentados podem abordar temas de mobilidade urbana sustentável, eficiência energética e sustentabilidade em edifícios, produção e uso de energia solar, gestão da qualidade do ar e outras propostas que dialoguem com a estratégia climática da cidade.

Além disso, as organizações proponentes poderão se unir para apresentar projetos, maximizando a capacidade de execução e de impacto da proposta. O formato da parceria entre organizações deverá ser validado pela equipe do Iclei América do Sul. As propostas devem ser encaminhadas para o e-mail iclei-sams@iclei.org até 4 de setembro. Dúvidas sobre o edital também podem ser esclarecidas pelo mesmo endereço eletrônico. A escolha será realizada com base nos critérios estabelecidos por meio do Comitê de Seleção do Iclei América do Sul.

Nos próximos dias, uma capacitação on-line na ferramenta EIE será oferecida pelo Iclei América do Sul a todos os interessados.

Clique aqui para acessar o edital completo e aqui para acessar o Anexo I do edital.

Clique aqui para acessar a Política Municipal de Sustentabilidade, Enfrentamento das Mudanças Climáticas e Uso Racional da Energia.

Clique aqui para acessar o Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa de Porto Alegre.

Fonte: Texto Cibele Carneiro e Edição: Andrea Brasil – Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Tem clima em casa! De carbonário a “descarbonário”, com Alfredo Sirkis

O jornalista, escritor e ex-deputado federal Alfredo Sirkis é o convidado desta quinta-feira (18) do “Tem clima em casa!”, a série de lives organizadas pelo Observatório do Clima no período de quarentena.

Sirkis falará de seu novo livro, “Descarbonário”, que será lançado no próximo dia 25 e trata de sua militância por ação contra as mudanças climáticas – e dos caminhos da política brasileira sobre o tema nas últimas décadas. O título é um trocadilho com “Os carbonários”, seu livro de memórias da luta armada contra a ditadura militar, que ganhou o Prêmio Jabuti em 1981.

A transmissão ocorre às 10h30, pela página do OC no Facebook:

Secretário-Geral da ONU pede a adoção de hábitos sustentáveis

Advertindo que a humanidade está prejudicando a natureza às suas próprias custas, Secretário-Geral da ONU – Organização das Nações Unidas insta a comunidade global a adotar hábitos sustentáveis

A seguir, a mensagem do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, no Dia Mundial do Meio Ambiente, observada em 5 de junho:

A natureza está nos enviando uma mensagem clara. Estamos prejudicando o mundo natural – em nosso próprio prejuízo.

A degradação do habitat e a perda de biodiversidade estão se acelerando. A ruptura climática está piorando. Incêndios, inundações, secas e tempestades são mais frequentes e prejudiciais. Os oceanos estão aquecendo e acidificando, destruindo os ecossistemas de corais. E agora, um novo coronavírus está enfurecido, minando a saúde e os meios de subsistência.

Para cuidar da humanidade, devemos cuidar da natureza. Precisamos de toda a nossa comunidade global para mudar de rumo.

Vamos repensar o que compramos e usamos. Adotar hábitos sustentáveis, agricultura e modelos de negócios. Proteja os espaços selvagens restantes e a vida selvagem. E comprometa-se com um futuro verde e resiliente.

Enquanto trabalhamos para reconstruir melhor, vamos colocar a natureza onde ela pertence – no centro de nossas decisões.

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, é hora da natureza.

Ver vídeo.

Carlos Rittl fala sobre pandemia e a Crise Climática em live da Eco Nordeste nesta quarta-feira

Fortaleza – CE. Na semana em que celebramos o Dia Mundial do Meio Ambiente, a Agência de Conteúdo Eco Nordeste dá sequência à sua série de lives que visa tratar as diversas vertentes do tema Sustentabilidade em meio à pandemia do novo coronavírus. Nesta quarta-feira (3), entre 16h e 17h, na segunda live, a jornalista, idealizadora e editora geral da Eco Nordeste, Maristela Crispim, apresenta Carlos Rittl, que tem mais de 25 anos de trajetória na área ambiental, e desde 2005 atua na agenda de mudanças climáticas. Ler mais

Relatório indica perigosa perda de gelo se mundo aquecer dois graus

MADRID –  À medida que as negociações climáticas de Madri entram em seus estágios finais, um grupo de cientistas renomados está pedindo aos países que mantenham o aquecimento abaixo de 1,5° C por causa da perigosa resposta física das regiões da “criosfera” – neve e gelo – mesmo a 2° C.
Os riscos e impactos a longo prazo crescem ainda mais a temperaturas mais altas, dizem os cientistas, chamando o nível de 1,5° C de “barreira de proteção externa” para o planeta por causa dessa ameaça crescente da criosfera, em todos os lugares, desde os pólos às altas regiões montanhosas dos trópicos.
O apelo por ações mais agressivas é apoiado pelo lançamento hoje do Relatório Criosfera 1,5, que combina os resultados dos Relatórios Especiais do IPCC em 1,5 ° (2018), e do Oceano e Criosfera (2019) com novas e importantes pesquisas que descrevem um futuro com o desaparecimento do gelo em todo o mundo: a longo prazo, quase sem geleiras fora do Himalaia e pólos a 2° C, agravadas pela perda de neve, prejudicando o suprimento de água. Ler mais

2019 conclui uma década de aquecimento excepcional e eventos climáticos extremos

De acordo com novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), a temperatura média da Terra entre janeiro e outubro de 2019 foi 1,1oC superior aos níveis pré-industriais, criticamente próximo da meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento em 1,5oC até 2100; o ano de 2019 caminha para ser o 2º ou 3º anos mais quente já registrado

Madri, 03 de dezembro de 2019 – O ano de 2019 conclui uma década de calor global excepcional, de retirada de gelo e de níveis recorde do mar, impulsionados por gases com efeito de estufa provenientes de atividades humanas. As temperaturas médias para os períodos de cinco anos (2015-2019) e dez anos (2010-2019) são quase certas de serem as mais elevadas de que há registo. 2019 está a caminho de ser o segundo ou terceiro ano mais quente de que há registro, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

relatório preliminar da OMM sobre o Estado do Clima Global diz que a temperatura média global em 2019 (janeiro a outubro) foi de cerca de 1,1 graus Celsius acima do período pré-industrial. Ler mais

Evento: Diálogos Envolverde sobre a COP 25 e o Clima no Brasil

São Paulo, SP – A COP 25 – a nova Conferência do Clima a ser realizada em Madri na Espanha, de 02 a 13 de dezembro está cercada de desafios por todos os lados. Apesar das evidências cada vez mais óbvias e ululantes, como diria Nelson Rodrigues, os negacionistas estão aí para colocar em check as pesquisas dos milhares de cientistas que compõe o IPCC – Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas das Nações Unidas, em sua sigla em inglês. Ler mais

Crise climática é pauta de curso para jornalistas em Porto Alegre

Por Eloisa Loose*

Como melhor cobrir a emergência climática? Com a finalidade de ampliar e qualificar a discussão na imprensa local, o ClimaInfo, juntamente com o Centro Polar e Climático e a Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com apoio do Instituto Clima e Sociedade, realizou na manhã desta quinta-feira, dia 31, a primeira parte do curso “O papel do Jornalismo no contexto da crise climática” em Porto Alegre.

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Curso sobre Crise Climática para jornalistas hoje em Porto Alegre

Em realização do Instituto ClimaInfo, acontece nas manhãs desta quinta e sexta-feiras (31/10 e 1/11) em instalações da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS (FABICO) o curso O Papel do Jornalista no Contexto da Crise Climática. Em sua página, a instituição informa que o Instituto ClimaInfo divulga informação livre de especulações e fake news sobre mudanças climáticas para contribuir com um debate produtivo, baseado em fatos e dados reais, sobre ações e políticas para a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas globais.

Arquitetos debateram Conflitos e Desastres Ambientais

O terceiro dia de programação do 21º Congresso Brasileiro de Arquitetos, que se realiza em Porto Alegre, contou com oficinas, apresentações de trabalhos e artigos, palestras, visita guia ao prédio do Centro Cultural UFRGS, mini-cursos, diversas sessões, início de exposições e encenação teatral gratuita na Praça Glênio – Caliban, com a Tribo de Atuadores Ói Nois Aqui Traveiz.
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Abrolhos salva em um primeiro round

Na 16 ª rodada de licitações de blocos exploratórios de petróleo e de gás realizada nesta quinta-feira (10/10), pela ANP, não houve nenhum lance para a região de Camamu-Almada e Jacuípe, na BA
Rio de Janeiro – Um silêncio quase desconcertante marcou os momentos dos lances para os blocos de extração de gás e petróleo ofertados nas áreas de Camamu-Almada e Jacuípe, na região do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, durante a 16 ª Rodada de Licitações, promovida pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, no Rio de Janeiro, hoje (10/10). Nenhuma empresa petrolífera presente se interessou em oferecer uma proposta para as áreas baianas, como também para blocos em Pernambuco-Paraíba. Ler mais

Brasil não deve cumprir nem meta menos ambiciosa no clima

Observatório do Clima – O ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) tem repetido que o Brasil está avançando a passos largos para cumprir seus compromissos internacionais em mudanças climáticas. Uma estimativa feita pelo OC com base nos dados do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa) mostra que o cenário é outro: o país não deverá cumprir nem mesmo a generosa meta que se impôs para 2020 na Política Nacional sobre Mudança do Clima. E não tem nem mesmo os instrumentos de governança para cumprir com o que se comprometeu para 2025 no Acordo de Paris.

Leia a nota do OC (em inglês).

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Nobel alternativo premia os defensores climáticos, entre eles o brasileiro Davi Kopenawa e a sueca Greta Thunberg

O Prêmio Right Livelihood, amplamente conhecido como ‘Prêmio Nobel Alternativo’, comemora seu 40º aniversário este ano. O prêmio de 2019 vai para Aminatou Haidar (Saara Ocidental), Guo Jianmei (China), Greta Thunberg (Suécia) e Davi Kopenawa / Associação Hutukara Yanomami (Brasil). Os Laureados foram anunciados em Estocolmo, Suécia, na quarta-feira 25/9/2019. A cerimônia de entrega das premiações ocorrerá em 4 de dezembro.

Anteriormente, já receberam a premiação o gaúcho José Antônio Lutzenberger e também Leonardo Boff. Ler mais

2ª Marcha pelo Clima acontecerá neste domingo (29/9) em Porto Alegre

População da capital gaúcha está convidada para participar da ação que faz parte de um movimento global no qual mais de 4,5 mil manifestações que serão realizadas em todo o mundo

A 2ª Marcha pelo Clima acontecerá em Porto Alegre no próximo dia 29/9, domingo a tarde, a partir das 15h, no parque da Redenção.

Lutar contra o colapso climático é muito mais do que se preocupar com as emissões e métricas científicas – para obter êxito, também é necessário sair às ruas e batalhar por um mundo justo e sustentável. Por isso, em um momento no qual mais de 4,5 mil mobilizações pelo clima estão marcadas para acontecer globalmente, a cidade de Porto Alegre (RS), se reunirá no Parque da Redenção, no dia 29 de setembro, a partir das 15h, para marchar em favor do clima. Ler mais

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Ambições modestas dos países marcam a Cúpula do Clima

Paloma Costa e Greta Thunberg, na Cúpula do Clima – ONU – 2019

A Cúpula do Clima, da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada nesta segunda-feira (23/09), em Nova York, EUA, revelou, por mais uma vez, um cenário geopolítico com ambições modestas, muito aquém da necessidade para atingir a meta de frear o aumento da temperatura média do planeta em 1.5º C até o final do século (hoje já está na casa de 1 grau), em comparação com os níveis pré-industriais (Entenda o que está em jogo com o limite de aumento da temperatura média do planeta em 1.5º C até o final do século).

Este é o desafio mais uma vez imposto no campo das negociações, que estará à mesa na Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP-25), em dezembro, no Chile. Ler mais

Setembro climático: agenda vai do campo das negociações internacionais às mobilizações nas ruas

74ª Assembleia Geral da ONU, Cúpula do Clima e mobilizações da sociedade com marchas e greve pelo clima dão o tom do que é prioridade

O combate às mudanças climáticas e ao aquecimento global tem um papel central atualmente que converge os debates virtuais aos oficiais e à mobilização nas ruas.

Neste final do mês de setembro, há uma série de iniciativas, que trazem uma mensagem bem clara: se nada for feito hoje para reverter esta aceleração em curso, a humanidade gradativamente sofrerá impactos que giram em torno da segurança alimentar e conservação ambiental, entre outros reflexos desta inação. Um cenário futuro, no contexto de um planeta que deverá ter na casa de 10 bilhões de habitantes até a metade do século, contra 7,5 bi atuais.

O que fica mais evidente é que quem já paga e pagará um “preço muito alto”, nessa conta que não fecha, em um modelo de desenvolvimento ainda baseado em combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão) e desmatamento, são as populações mais pobres e vulneráveis. Ler mais

UFRGS disponibiliza gravação em vídeo de painel sobre o Clima

Professores de Geociências, Sociologia e Economia da UFRGS debateram “mudanças climáticas” em um painel realizado no dia 11/9/2019, no Centro Cultural da Universidade. O evento foi realização do Jornal do Universidade e do Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados – ILEA.

A gravação em vídeo do evento está disponível para os interessados.

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Greta Thunberg chega de barco a NY para participar nas cúpulas do clima

Depois de duas semanas navegando pelo Atlântico, a jovem ativista climática Greta Thunberg chegou à Big Apple na quarta-feira (28/8) para participar de duas grandes cúpulas climáticas a serem realizadas na sede da ONU no próximo mês.

Chegando, já participou de manifestações de jovens pelo Clima em Nova York.
Recusando-se a pegar avião por conta do alto consumo de combustível, a adolescente sueca decidiu adotar um meio de transporte de zero carbono para chamar atenção para os perigos do aumento das emissões globais e da poluição causada pela atividade humana. Ler mais

Artigo de Paulo Brack: A mudança no licenciamento ambiental ignora a legalidade e o cenário crítico do RS

por Paulo Brack*

O governo de Eduardo Leite anunciou na manhã desta terça-feira (20/08), para lideranças políticas, a sua intenção em flexibilizar a legislação ambiental do Rio Grande do Sul, em evento no Palácio Piratini. Como de praxe, a área ambiental acabou sendo a “culpada” pelo atraso nos negócios. Por outro lado, a proposta foi uma incógnita, pelo menos até seu anúncio, pois não foram consultados os técnicos do quadro da Fepam e SEMA e também não foi consultado o próprio Conselho Estadual de Meio Ambiente, órgão superior da política ambiental do Estado. O CONSEMA sequer foi comunicado ou convidado para o ato do lançamento da nova política ambiental. O que se soube, via meios de comunicação, foi que o governo “prepara uma revisão completa do Código Estadual do Meio Ambiente, que inclui a proposta de implementação do Licenciamento por Adesão e Compromisso (LAC), o chamado autolicenciamento ambiental”.

Cabe lembrar que para a construção do atual Código Estadual de Meio Ambiente (Lei Estadual 11.520/2000) ocorreram debates intensos, aprofundados e foi apresentada uma série de proposições representativas de vários setores da sociedade, ao longo de alguns anos, logo após a criação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, em um período efervescente na área. Infelizmente, hoje a Secretaria está subjugada à Infraestrutura, inclusive no nome, incorporando uma guerra fiscal entre os Estados e uma pressa irracional que desconsidera que o debate ambiental é um processo que não deve ser atropelado.

A situação ambiental piorou. Ler mais

Forças unidas para proteger a saúde das mudanças climáticas

Bonn, 12 /11/2017 –  A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a secretaria da ONU Mudanças Climáticas (CMNUCC) firmaram novo Memorando de Entendimento para renovar o compromisso de juntos enfrentarem as questões de saúde pública trazidas pelas mudanças climáticas.

O acordo coincide com a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP23) ora em realização em Bonn, Alemanha. O objetivo é apoiar a ampliação da infraestrutura sanitária para proteger a saúde humana e promover a capacidade de resistir às ameaças advindas das mudanças climáticas.

A Secretária Executiva da ONU Mudanças Climáticas,  Patricia Espinosa, disse: “Estou encantada de que nossas instituições estão levando suas relações a um nível mais alto e mais orientado para a ação”. O Acordo de París sobre mudanças climáticas necessita que todos assegurem um mundo com cidadãos com saúde agora e no futuro”

Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que: “As mudanças climáticas representam uma das ameaças mais agudas para a saúde pública nos tempos atuais. A saúde das futuras gerações depende de que todos trabalhamos juntos para tomar medidas concretas hoje”.