
No processo de revisão do plano de manejo foram feitos apontamentos dos aspectos positivos e das deficiências que ele apresenta. Segundo Krob, coordenador técnico do Curicaca presente na reunião, “o problema central é que o plano não discrimina as principais ameaças e alvos de conservação e, portanto, deixa difuso o foco de trabalho da Unidade.” Destacou, ainda, que na zona de amortecimento, as diretrizes de gestão são na base de proibições, o que facilita o surgimento de conflitos, quando poderiam ser propositivas. Foi ressaltada a qualidade das informações científicas existentes no plano atual. Por outro lado, o novo desenho de planejamento procura diminuir os esforços em levantamento de dados para que se foque nos projetos e programas de gestão, através de um planejamento adaptativo.
Outro momento importante da reunião foi aprovação de entrada da Associação dos Surfistas de Torres (AST) como entidade integrante do Conselho. Espera-se que a associação possa ajudar na gestão do parque com relação aos conflitos de uso da praia e de cuidado com a Ilha dos Lobos, onde é recorrente a prática do tow-in. Em épocas de ondas gigantescas, os surfistas são rebocados até a entrada das ondas por jet-skis e os impactos potenciais são a liberação de óleo/combustível no mar e riscos de colisão com os lobos e leões marinhos protegidos naquela Unidade de Conservação.
Fonte: http://ong.portoweb.com.br/curicaca/default.php?reg=263&p_secao=62#