Estreia quarta, 13/01, 20 h, “Ciência e ética“, conferência ministrada pelo Eng. Agrônomo José Lutzenberger na UFRGS em 1992, a convite do Departamento de Filosofia. Em tempos de tantos discursos negacionistas, vale a pena conhecer as ideias do Lutz sobre o trabalho científico. A partir da estréia, o vídeo ficará disponível permanentemente no mesmo endereço.

Recém saído do cargo de Secretário Nacional do Meio Ambiente do governo Collor (que ocupou entre 1990-92), Lutzenberger foi convidado a falar na universidade em que se formou em Agronomia, pelo departamento de Filosofia. Ele ficou muito contente pelo convite ter partido desse departamento, pois a questão ambiental, em sua visão, era um problema filosófico e ético.

Por outro lado, mencionou sua decepção com as igrejas e as universidades em geral, cujos docentes e departamentos não costumavam participar da luta ambiental e, em muitos casos, até colaboravam com a tecnocracia que provocava a devastação.

Na conferência, Lutz trata vários de seus temas costumeiros: a importância da ética no trabalho científico; a crítica à especialização trazida com a modernidade; a diferença entre tecnologias duras e suaves; a diferença entre ciência e tecnologia – em geral, são vistas como sinônimos pelo senso comum, e os poderes estabelecidos querem que as pessoas se confundam.

Na visão de Lutzenberger, ciência é diálogo limpo com a natureza. Para ser cientista, tem que ter humildade de abandonar suas ideias, se estiver errado, e abraçar novas, se necessário. Em tempos de negacionismos, discursos anti-científicos e anti-vacinas, é muito importante assistir o que o Lutz pensava sobre a relação entre ética e ciência em 1992.

Créditos:

Este vídeo foi cedido em DVD pela jornalista Lilian Dreyer ao Lutz Global. Trabalho de arquivo e transcrição da Vidicom. Conversão do DVD em arquivo MP4 e edição no YouTube: Elenita Malta Confecção de materiais de divulgação do vídeo: Denis Henrique Fiuza O trabalho faz parte do projeto de pesquisa “José Lutzenberger: Um mediador entre o ambientalismo brasileiro e global (Déc. 1980-1990)”, que contou com apoio do CNPq.

Mais informações:

Fonte: texto de divulgação, com edição

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