Lula eleito promete protagonismo na luta contra a crise climática

No discurso da vitória, após o TSE reconhecer a sua vitória para a presidência do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva defendeu desmatamento zero na Amazônia e a retomada do país na luta contra a crise climática “protegendo todos os nossos biomas, sobretudo a Floresta Amazônica”. Manifestou estar aberto à cooperação internacional para preservar a Amazônia.

Em suma, as políticas para o meio ambiente serão exatamente o contrário das exercidas pela atual presidência e seus comparsas, militares e civis.

Esta é a parte do discurso em que o novo Presidente da República, a ser diplomado em 19 de dezembro e empossado em 1º de janeiro de 2023, fala diretamente sobre as questões ambientais:

O Brasil está pronto para retomar o seu protagonismo na luta contra a crise climática, protegendo todos os nossos biomas, sobretudo a Floresta Amazônica.

Agora, vamos lutar pelo desmatamento zero da Amazônia

Em nosso governo, fomos capazes de reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia, diminuindo de forma considerável a emissão de gases que provocam o aquecimento global.

O Brasil e o planeta precisam de uma Amazônia viva. Uma árvore em pé vale mais do que toneladas de madeira extraídas ilegalmente por aqueles que pensam apenas no lucro fácil, às custas da deterioração da vida na Terra.

Um rio de águas límpidas vale muito mais do que todo o ouro extraído às custas do mercúrio que mata a fauna e coloca em risco a vida humana.

Quando uma criança indígena morre assassinada pela ganância dos predadores do meio ambiente, uma parte da humanidade morre junto com ela.

Por isso, vamos retomar o monitoramento e a vigilância da Amazônia, e combater toda e qualquer atividade ilegal – seja garimpo, mineração, extração de madeira ou ocupação agropecuária indevida.

Ao mesmo tempo, vamos promover o desenvolvimento sustentável das comunidades que vivem na região amazônica. Vamos provar mais uma vez que é possível gerar riqueza sem destruir o meio ambiente.

Estamos abertos à cooperação internacional para preservar a Amazônia, seja em forma de investimento ou pesquisa científica. Mas sempre sob a liderança do Brasil, sem jamais renunciarmos à nossa soberania.

Temos compromisso com os povos indígenas, com os demais povos da floresta e com a biodiversidade. Queremos a pacificação ambiental.

Não nos interessa uma guerra pelo meio ambiente, mas estamos prontos para defendê-lo de qualquer ameaça.

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